sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DEPOIMENTO DA PROFESSORA MALUBA

Maria da Purificação Freitas - Maluba - é artista
plástica, escritora, pesquisadora, psicopedadoga,
terapeuta quântica e reside em BH, atualmente.
Tenho acompanhado os blogs com entusiasmo e admiração.
Da investigação de caminhos aos conteúdos miticos enfatizados pela função transformadora do despertar para a espiritualidade devaneando o cotidiano da existência, o blog da Dona Didi  se faz presente no relato da história do espiritismo em Goiânia.
Reitero que tenho acompanhado os blogs com frequência diária e com muita atenção e carinho. Sou por natureza silenciosa.Vejo, leio aprecio e recolho com especial zelo no meu relicário de registros de textos, fatos, mensagens, num repositorio especial do meu coração.
Existe sempre na intimidade familiar uma dificuldade permanente de os filhos vivenciarem a dicotomia mãe-mito, mãe do lar, mãe pública espiritual. Esta dificuldade também se fez presente na vida da mãe Dona Didi.
Grupo da Transpessoal: Aleixo, Regina, Maluba, Ted, Celina, Nilton,
filho do Ted, Susana, Jurema e Carolina criança.
Esta dicotomia de papéis camuflou de modo subjacente a subjetividade de Dona Didi e o mistério do sagrado se revelou e se escondeu em diversas formas como sonhos, fantasias, atitudes cotidianas inconscientes, dando sentido à vida, às normas e ações, criando modelos de identificação.
Das entrevistas registradas no blog que revelaram uma liderança laica, nas quais amigos de convivência e de fé atestaram uma consideração intemporal incluindo os passeios da mãe costureira pelas lojas da Rua 4... Com as filhas pequenas pelas mãos, Dona Didi transitou por tarefas que explicam o sentido da vida de uma dona de casa, mãe de familia nos anos cinquenta, dividindo seus afazeres de mãe com o talento espiritual que uma misteriosa convocação do Universo dela pedia expressão.
Da intempestividade de jogar o chá no rosto da moça que ousara interferir no seu território, a estatueta de louça do cão preto, por certo uma alusão, por analogia, ao arquétipo do senhor Pantera... Assim, Dona Didi fez valer escolhas pessoais recriando modelos de identificação com o social e o espiritual presentes no tato, no zelo, para não ferir a sensibilidade dos amigos, com suas ações.
Fábio, Nilton Ferreira, Celina Machado, Ted, Maluba e Susana, 2005.
Das idiosssincrasias personais experienciadas com o sabor da banana frita oferecida à filha doente, modo pessoal de expressar afetos, a uma canalização numa clareira na mata, Dona Didi cumpriu sua sina de mulher mãe amada, amante zelosa das fronteiras impressas pela vigência solene das normas patriarcais.
O arquétipo do senhor Pantera foi um modelo criado pela intuição criativa do corpo supramental (não local)de Dona Didi para permitir que o processo de transcomunicação ocorresse com a necessária liderança interativa do masculino e do feminino e desse valia à comoção, instigação, excitação, respeito e curiosodade que conduzem à reflexão e à mudança.
Quando um medium, canalizador e transcomunicador permite a sintonia com um Bodhisattiva, um mestre guia, o seu corpo vital se afasta para entrar num outro corpo vital que  se utilizando do cérebro do transcomunicador perfila a informação.
Configura-se o perfil do arquétipo através de posturas e trejeitos do corpo e da fala que não são usuais do transcomunicador.
Pantera Negra, no Xamanismo.
A informação é acessada dos campos mórficos de diferentes épocas e culturas, porém, afim à intenção buscada. Permitindo pela via do cérebro físico da pessoa que o empresta o acesso à memória quântica da outra pessoa que está recebendo a dádiva do gesto da cura ou do discernimento.
O senhor Pantera Negra é um mestre estelar pleiadiano, um tronado ascenso. Responde pelo nome cósmico de PantherMain. Tem a função de ajudar as pessoas a retirar ou ultrapassar obstáculos. Pode ser acessado meditando em sintonia com a estrela Mintaka, da constelação de Orion, no cinturão das Três Marias.
Os arquétipos estelares tocam modelos mitológicos já estabelecidos, promovendo uma retroalimentação.
Na linguagem arquetipica do perfil dos jaguares felinos, a trama simbólica vivida pela pessoa permite trabalhar conteúdos profundos, recriando continuamente o cotidiano da existência e  indo em direção à dificuldade para caminhar pelo bem estar pleno.
O arquétipo do senhor Pantera Negra-PantherMain utilizou-se de Dona Didi, dos recursos dos seus talentos únicos adquiridos em muitas existências,da sua imaginação criadora supramental como ferramenta de aprendizagem poderosa para transformar padrões de vida estagnados em movimentos saudáveis de mudança.
O mesmo processo ocorreu com o Dr. Fritz e outros arquétipos já reconhecidos no seu perfil pela comunidade espirita para os quais Dona Didi emprestou seu corpo vital.
A ponte entre o arquétipo e a personalidade individual de Dona Didi passava pela experiência pessoal de uma mulher que precisava da vida de cidade (Goiânia) e do contato com a natureza (Sitio Rural Familiar)para ir além dos conteúdos e significações nos quais ela se autoafirmava como um avatar, um bólido estelar sem que do brilho do seu rasgão no céu ela não pudesse ver senão pela fé.
O arquétipo das causas difíceis, o integralizador da sombra, se auto criara e tomava sentido e significado, se singularizando como símbolo da mudança, através da disposição de doação ao outro, no caso, de Dona Didi.
Dona Didi e sua neta Fábia.
Completando as considerações sobre a entidade  com a qual Dona Didi sintonizava para produzir aconselhamentos e discernimentos para tomada de decisões, acrescentamos que são características do arquétipo do senhor Pantera Negra, o tronado, PantherMain:
1-Movimentar as pessoas colocando-as em frente do obstáculo e a caminho com destemor.
2-Superar obstáculos territoriais de moradia e trabalho.
3-Proteger mães com filhos pequenos.
4-Abrir caminhos de possibilidades à fartura.
5-Manter a pessoa na plena atenção para exercitar a intuição.
6-Proteger contra riscos de sinistros e intempéries.
7-Saber lidar com a solidão do auto conhecimento
8-Abrir caminhos a capacidade de saber esperar a concretização de um fato quando a necessidade é imediata não há provisões e não há terra a vista.
E importante afirmar que um tronado é representante da milícia sideral, são os mestres da justiça de Deus e podem ajudar uma pessoa encarnada a transpor obstáculos cármicos.
Iluminada seja Dona Didi, onde quer que, enquanto mônada quântica, esteja! Não a conhecí pessoalmente! Mas vejo seu brilho resplandecer nas ações de sua filha da última encarnação aqui na terra, minha querida amiga Regina Lúcia.

Professora Maluba - Xamã Águia Branca
Belo Horizonte, 25.02.2011.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

NOVOS REIKIANOS NO PEDAÇO

Heloísa Galvão, Elcyr, Rose, Regina, Tânia, Virgínia, Benedito, Edson,
Régis, Marco Antônio, Ana Paula + Bebê, Salu, em 20.02.2011.
Ontem aconteceu aqui, na Shamballa, a iniciação de Reiki, nível I, para o que vínhamos nos preparando. Foi algo indescritível! A energia amorosa que fluiu pela presença de nossos mestres e guias espirituais não pode sequer ser imaginada por quem ainda não vivenciou experiência semelhante! Foram dez iniciados e cada ritual ímpar! Na realidade, creio que foram onze, porque uma das iniciadas está grávida de cinco meses. Que bebê abençoado!

Turma de novos reikianos repassando informações teóricas.
Ao final, eu estava deveras cansada, porém gratificada! Aconteceram alguns imprevistos e tivemos que antecipar e condensar um pouco o processo, mas no encerramento todos nós estávamos satisfeitos e prontos para dar continuidade ao desenvolvimento da energia Reiki. O grupo vai se preparar para fazer também o nível dois no próximo mês.

Espero ter contribuído para o resgate dessa energia que todos nós possuímos por fazermos parte do universo, mas que, por falha nossa, ficou esquecida em algum lugar da memória acásica.

Lembremos que os arquivos Akashicos podem ser considerados uma espécie de memória da natureza, um arquivo cósmico, em que são guardados todos os eventos e acontecimentos desde o princípio dos tempos. Todos os atos humanos, naturais e cósmicos geram marcas que ficam gravados numa memória do Universo.

O akasha é um conceito maciçamente divulgado por várias correntes de pensamento espiritualistas e esotéricas. Os místicos, esoteristas e paranormais afirmam que esse arquivo encontra-se suspenso num infinito oceano suprasensível de informações.


Quero agradecer à querida amiga - Heloísa Galvão - , reikiana de peso, que nos ajudou com tanta dedicação, competência, amor! 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

SOBREMESA DA DONA DIDI

Olá manas,

Vejam o que eu descobri: resolvemos almoçar em um restaurante que era meu objeto de desejo há muito tempo, aqui em Sampa, o Tordesilha que fica aqui na rua Bela Cintra, em frente ao prédio da Tata. Ele é especialista em cozinha brasileira e tem pratos típicos de diversas regiões do Brasil. Quando pesquisei o telefone no site, descobri que uma das sobremesas tradicionais da casa era o Manezinho Araujo. Aí que me deu mais curiosidade pra conferir se era a mesma sobremesa da Dona Didi.
E não há de ver que era? Igualzinha...
Clélia, em Sampa.
Aí,  perguntei ao maitre se ele sabia a origem do prato. E ele me disse que era uma homenagem ao cantor de emboladas Manezinho Araujo. Mais ele não soube me dizer, mas quando cheguei pesquisei no google e vi que ele tinha razão. O pernambucano Manezinho Araujo fez muito sucesso como cantor de emboladas e muitos dos seus sucessos foram imortalizados pelo rei do baião, Luiz Gonzaga. Depois de se aposentar, abriu um restaurante de comida nordestina e criou vários pratos, entre os quais a sobremesa da nossa infância. E agora? Eu que sempre pensei que tinha sido a nossa mãe que havia inventado essa iguaria. Alguma de vcs pensava diferente?
Beijo,
Clélia.

INICIAÇÃO DE REIKI

Há mais de um ano um pequeno grupo do CEIC me contatou para informações sobre a possibilidade de iniciá-los no Reiki. Eu me coloquei à disposição, mas como dependia de outras pessoas para marcar a data, o horário, o local, o processo foi ficando em segundo plano. É que há muitas outras atividades naquela instituição e todas abençoadas!

Há cerca de três semanas nós nos encontramos numa reunião e acabamos marcando o ritual independentemente da instituição que se encontra em recesso devido à reforma da estrutura da casa.

Preparei-me nas últimas três semanas e estou em harmonia. Sei também que todos estão sendo igualmente preparados pela espiritualidade maior. Estudei e compartilhei informações com o grupo via internet e, ontem, Aleixo, Laura e eu limpamos o recinto para a sintonização que ocorrerá logo mais.

Agora peço a Deus que nos prepare a todos não apenas para o pequeno ritual, mas para a prática reikiana, ao longo de nossas vidas!

Ao final pedirei que cada um relate as suas sensações e, se possível, quero compartilhar com os interessados.

Símbolo do REIKI.
Reiki é um método de cura energética através da imposição das mãos. Dona Didi recebeu aplicações de Reiki semanalmente, nos últimos anos de sua vida física neste orbe. Ela ficava feliz e agradecia. No dia de sua mudança de plano, juntamente com duas de suas netas, Lívia e Renata, nós oramos e eu lhe apliquei Reiki, pedindo a Deus o seu desligamento em nome dos seus inúmeros créditos junto à espiritualidade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM AO 13 DE FEVEREIRO


Amanhã faz seis anos que mamãe mudou de plano e minha irmã Sônia me enviou suas digressões para homenageá-la!

Sônia e  sua mãe Didi, natal de 2004, em
Goiânia.
"Chovia e eu na janela, admirava tão linda manifestação da natureza! E pensava em mamãe... Amanhã, fará 6 anos que Dona Didi deixou nosso convívio e passou para outro plano...
Ela gostava da chuva, da terra, do mar, dos rios, das cachoeiras.... Sempre pensei que a mamãe, se pudesse ter escolhido uma carreira universitaria, seria bióloga ou geógrafa; ou alguma coisa ligada à terra ou à vida...Ela gostava de saber todas as localizações dos paises, dos mares, enfim, tinha um globo daqueles com o mapa mundi e qualquer capital, de qualquer lugar, ela saberia dizer.
Agora cessa a chuva e começam os gorjeios os mais diversos...Que sinfonia maravilhosa!!
Quisera ter a mamãe comigo nesse instante! Um galo canta a distância...Uma galinha, com seus pintinhos, cacareja, ciscando o chão molhado pela chuva...Um bem-te-vi gorgeia...
Senhor, obrigada por tudo, Senhor!!!
E, de repente, o cachorro late ferozmente! Chegou visita à fazenda...Quebra do silêncio e da paz!!! Algazarra, abraços e alegria"! 
Sônia Cristina Araújo
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Regina Lúcia, filha de
Dona Didi.
Acredito que o indivíduo que tem conhecimento da existência da vida após a morte aprende a lidar muito melhor com a questão da perda de entes queridos, porque tem uma concepção diferente dos demais, sabe que a perda é apenas física e transitória. Então, quando a pessoa passa por essa situação, muitas vezes de uma forma inesperada ou brutal e tem a crença nos valores espirituais, consegue viver esse período de luto com maiores condições de enfrentar o distanciamento. Mesmo assim, não é fácil! Dói! Afinal, nossa cultura não nos prepara muito para esta questão!

Perder um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.

A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Outro aspecto importante que a doutrina espírita ensina é que o desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram.

Homenagem à nossa mãe no aniversário de sua mudança de plano.
O espiritismo também recomenda a prece pelos entes queridos que partiram, para que seus corações possam se sentir aliviados. O Evangelho Segundo o Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a Terra como forma de ajudar no desligamento do espírito, tornando seu despertar no mundo espiritual mais tranqüilo e breve.

Minha mãe nos ensinou a acreditar na vida intermitente. Assim, sei que ela partiu por ter terminado a sua missão aqui neste orbe. Também, sinto que onde quer que ela esteja, deve estar trabalhando com entusiasmo em benefício dos outros como sempre fez!
Regina Lúcia de Araújo

domingo, 30 de janeiro de 2011

SÁBIA DONA DIDI



Filhos de Dona Didi: Celina, Regina, Sônia, Júnior, Clélia e Luiza,  abaixo,
com seu filho Ângelo, neto holandês de Dona Didi, na chácara da Regina, em 2005
Minha irmã Sônia fala da mamãe como a sábia Dona Didi. Ela relata que quando a gente estava com raiva, estressada ou impotente em relação a alguma coisa que nos perturbava,  nossa mãe dizia: “filha, só tem dor de cabeça, QUEM TEM CABEÇA!!!!!” E esta frase, segundo Sônia, tem contribuído para que ela compreenda a sua responsabilidade frente a todas as situações que se lhe apresentam no dia- a- dia, tornando-a mais justa, compreensiva, tolerante, responsável pela sua própria vida.

Até os sete anos de idade, eu costumava ter febre devido à infecção de garganta com frequência. Assim que mamãe percebia, fazia com que eu me deitasse. Geralmente a febre subia muito e mamãe queria me confortar. Então, perguntava o que eu desejava. Impreterivelmente minha resposta era: “livros de histórias e banana frita”. Claro, ela providenciava e eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo!

Regina, 2010.
Com isso, li toda a coleção que existia naquela época em Goiânia. Eram cerca de 300 pequenas brochuras vendidas no Bazar Municipal, livraria de um irmão também espírita, amigo de meus pais, o senhor Scartezini.

Como meus pais, até hoje sou leitora assídua. Nestas últimas férias li pelo menos dois livros por semana. E ainda adoro comer banana frita! Aliás, poucas vezes na vida perdi o apetite! E minha mãe sempre dizia que "saco vazio não para em pé" a cada vez que eu resolvia fazer dietas!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RELATO DE UMA CURA



Clélia é a terceira filha de Dona Didi.
Por várias vezes, recebi atendimento espiritual no Centro Espiritualista Irmãos do Caminho. Em 1975, fui aprovada em um concurso público federal e precisei apresentar a documentação para a posse e passar por uma bateria de exames médicos para comprovação do estado de saúde. De posse dos resultados dos exames, compareci perante à Junta Médica, quando fiquei sabendo que não poderia tomar posse porque o meu exame de urina indicava problemas renais. Imaginei que tinha havido troca no laboratório, já que eu não sentia dor nenhuma, repeti o exame em outro laboratório e deu a mesma coisa.
Um dos médicos da Junta me disse que eu deveria procurar um urologista e fazer o tratamento necessário para sanar o problema. Só que não haveria tempo para isso, porque se eu não assumisse o cargo no prazo determinado, teria que requerer final de lista ou desistir da função, o que evidentemente não estava nos meus planos. Condoído da minha situação, o médico sugeriu que eu "arranjasse" outro exame e levasse pra ele. Ele me aprovaria, desde que eu assumisse o compromisso de procurar o especialista.
Embora desconfortável com aquela situação, agi conforme a sugestão e procurei, em seguida, um urologista renomado na cidade, o dr. Adão Ubiratan, que me pediu um exame da bexiga. Esqueci-me do nome desse exame (atualmente, ele já não é feito, foi substituído pelo ultrassom). O tal exame mostrou a existência de um monte de cálculos na minha bexiga. O médico e a Luíza, minha irmã que me acompanhava, ficaram horrorizados. Dr. Adão se surpreendeu com o fato de que eu não tinha ainda sentido dores e me deu todos os telefones onde ele poderia ser encontrado, caso eu tivesse uma cólica repentina.

À noite, fui ao Centro tomar passe. Quando voltava para o meu lugar, fui interceptada pela cambono Mariazinha, que me disse que o Mentor (Mané Maior) tinha lhe falado para eu ficar para a segunda parte dos trabalhos, para receber atendimento. Eu não tinha falado nada com minha mãe. Acho que era uma quarta-feira, porque quando eu entrei na salinha dos médiuns, me deitaram em uma maca e vários médiuns, convocados pela entidade que estava com a minha mãe (não sei se era Dr. Fritz) se debruçaram sobre mim, uns tossindo, outros cuspindo, outros me massageando. Não me lembro direito dos detalhes porque fiquei com um certo entorpecimento.
No final, recebi uma garrafa d'água e a orientação pra beber o conteúdo devagar, uma xícara pequena, de duas em duas horas. Fui pra casa e obedeci; coloquei o despertador e passei a noite tomando a água fluída, na forma determinada. Tenho a dizer que nunca senti as dores temidas pelo médico. Meses depois, voltei a fazer exame de urina a pedido da ginecologista e o exame deu normal. Nunca voltei ao urologista. E nunca fiquei sabendo se as pedrinhas foram retiradas na intervenção espiritual ou derretidas pela água miraculosa. Essa foi uma das experiências que vivenciei no CEIC. Naquele tempo, relatos de curas eram corriqueiros e ninguém dava muita atenção.

Clélia Maria de Araújo Pereira