segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

NOVOS REIKIANOS NO PEDAÇO

Heloísa Galvão, Elcyr, Rose, Regina, Tânia, Virgínia, Benedito, Edson,
Régis, Marco Antônio, Ana Paula + Bebê, Salu, em 20.02.2011.
Ontem aconteceu aqui, na Shamballa, a iniciação de Reiki, nível I, para o que vínhamos nos preparando. Foi algo indescritível! A energia amorosa que fluiu pela presença de nossos mestres e guias espirituais não pode sequer ser imaginada por quem ainda não vivenciou experiência semelhante! Foram dez iniciados e cada ritual ímpar! Na realidade, creio que foram onze, porque uma das iniciadas está grávida de cinco meses. Que bebê abençoado!

Turma de novos reikianos repassando informações teóricas.
Ao final, eu estava deveras cansada, porém gratificada! Aconteceram alguns imprevistos e tivemos que antecipar e condensar um pouco o processo, mas no encerramento todos nós estávamos satisfeitos e prontos para dar continuidade ao desenvolvimento da energia Reiki. O grupo vai se preparar para fazer também o nível dois no próximo mês.

Espero ter contribuído para o resgate dessa energia que todos nós possuímos por fazermos parte do universo, mas que, por falha nossa, ficou esquecida em algum lugar da memória acásica.

Lembremos que os arquivos Akashicos podem ser considerados uma espécie de memória da natureza, um arquivo cósmico, em que são guardados todos os eventos e acontecimentos desde o princípio dos tempos. Todos os atos humanos, naturais e cósmicos geram marcas que ficam gravados numa memória do Universo.

O akasha é um conceito maciçamente divulgado por várias correntes de pensamento espiritualistas e esotéricas. Os místicos, esoteristas e paranormais afirmam que esse arquivo encontra-se suspenso num infinito oceano suprasensível de informações.


Quero agradecer à querida amiga - Heloísa Galvão - , reikiana de peso, que nos ajudou com tanta dedicação, competência, amor! 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

SOBREMESA DA DONA DIDI

Olá manas,

Vejam o que eu descobri: resolvemos almoçar em um restaurante que era meu objeto de desejo há muito tempo, aqui em Sampa, o Tordesilha que fica aqui na rua Bela Cintra, em frente ao prédio da Tata. Ele é especialista em cozinha brasileira e tem pratos típicos de diversas regiões do Brasil. Quando pesquisei o telefone no site, descobri que uma das sobremesas tradicionais da casa era o Manezinho Araujo. Aí que me deu mais curiosidade pra conferir se era a mesma sobremesa da Dona Didi.
E não há de ver que era? Igualzinha...
Clélia, em Sampa.
Aí,  perguntei ao maitre se ele sabia a origem do prato. E ele me disse que era uma homenagem ao cantor de emboladas Manezinho Araujo. Mais ele não soube me dizer, mas quando cheguei pesquisei no google e vi que ele tinha razão. O pernambucano Manezinho Araujo fez muito sucesso como cantor de emboladas e muitos dos seus sucessos foram imortalizados pelo rei do baião, Luiz Gonzaga. Depois de se aposentar, abriu um restaurante de comida nordestina e criou vários pratos, entre os quais a sobremesa da nossa infância. E agora? Eu que sempre pensei que tinha sido a nossa mãe que havia inventado essa iguaria. Alguma de vcs pensava diferente?
Beijo,
Clélia.

INICIAÇÃO DE REIKI

Há mais de um ano um pequeno grupo do CEIC me contatou para informações sobre a possibilidade de iniciá-los no Reiki. Eu me coloquei à disposição, mas como dependia de outras pessoas para marcar a data, o horário, o local, o processo foi ficando em segundo plano. É que há muitas outras atividades naquela instituição e todas abençoadas!

Há cerca de três semanas nós nos encontramos numa reunião e acabamos marcando o ritual independentemente da instituição que se encontra em recesso devido à reforma da estrutura da casa.

Preparei-me nas últimas três semanas e estou em harmonia. Sei também que todos estão sendo igualmente preparados pela espiritualidade maior. Estudei e compartilhei informações com o grupo via internet e, ontem, Aleixo, Laura e eu limpamos o recinto para a sintonização que ocorrerá logo mais.

Agora peço a Deus que nos prepare a todos não apenas para o pequeno ritual, mas para a prática reikiana, ao longo de nossas vidas!

Ao final pedirei que cada um relate as suas sensações e, se possível, quero compartilhar com os interessados.

Símbolo do REIKI.
Reiki é um método de cura energética através da imposição das mãos. Dona Didi recebeu aplicações de Reiki semanalmente, nos últimos anos de sua vida física neste orbe. Ela ficava feliz e agradecia. No dia de sua mudança de plano, juntamente com duas de suas netas, Lívia e Renata, nós oramos e eu lhe apliquei Reiki, pedindo a Deus o seu desligamento em nome dos seus inúmeros créditos junto à espiritualidade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM AO 13 DE FEVEREIRO


Amanhã faz seis anos que mamãe mudou de plano e minha irmã Sônia me enviou suas digressões para homenageá-la!

Sônia e  sua mãe Didi, natal de 2004, em
Goiânia.
"Chovia e eu na janela, admirava tão linda manifestação da natureza! E pensava em mamãe... Amanhã, fará 6 anos que Dona Didi deixou nosso convívio e passou para outro plano...
Ela gostava da chuva, da terra, do mar, dos rios, das cachoeiras.... Sempre pensei que a mamãe, se pudesse ter escolhido uma carreira universitaria, seria bióloga ou geógrafa; ou alguma coisa ligada à terra ou à vida...Ela gostava de saber todas as localizações dos paises, dos mares, enfim, tinha um globo daqueles com o mapa mundi e qualquer capital, de qualquer lugar, ela saberia dizer.
Agora cessa a chuva e começam os gorjeios os mais diversos...Que sinfonia maravilhosa!!
Quisera ter a mamãe comigo nesse instante! Um galo canta a distância...Uma galinha, com seus pintinhos, cacareja, ciscando o chão molhado pela chuva...Um bem-te-vi gorgeia...
Senhor, obrigada por tudo, Senhor!!!
E, de repente, o cachorro late ferozmente! Chegou visita à fazenda...Quebra do silêncio e da paz!!! Algazarra, abraços e alegria"! 
Sônia Cristina Araújo
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Regina Lúcia, filha de
Dona Didi.
Acredito que o indivíduo que tem conhecimento da existência da vida após a morte aprende a lidar muito melhor com a questão da perda de entes queridos, porque tem uma concepção diferente dos demais, sabe que a perda é apenas física e transitória. Então, quando a pessoa passa por essa situação, muitas vezes de uma forma inesperada ou brutal e tem a crença nos valores espirituais, consegue viver esse período de luto com maiores condições de enfrentar o distanciamento. Mesmo assim, não é fácil! Dói! Afinal, nossa cultura não nos prepara muito para esta questão!

Perder um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.

A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Outro aspecto importante que a doutrina espírita ensina é que o desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram.

Homenagem à nossa mãe no aniversário de sua mudança de plano.
O espiritismo também recomenda a prece pelos entes queridos que partiram, para que seus corações possam se sentir aliviados. O Evangelho Segundo o Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a Terra como forma de ajudar no desligamento do espírito, tornando seu despertar no mundo espiritual mais tranqüilo e breve.

Minha mãe nos ensinou a acreditar na vida intermitente. Assim, sei que ela partiu por ter terminado a sua missão aqui neste orbe. Também, sinto que onde quer que ela esteja, deve estar trabalhando com entusiasmo em benefício dos outros como sempre fez!
Regina Lúcia de Araújo

domingo, 30 de janeiro de 2011

SÁBIA DONA DIDI



Filhos de Dona Didi: Celina, Regina, Sônia, Júnior, Clélia e Luiza,  abaixo,
com seu filho Ângelo, neto holandês de Dona Didi, na chácara da Regina, em 2005
Minha irmã Sônia fala da mamãe como a sábia Dona Didi. Ela relata que quando a gente estava com raiva, estressada ou impotente em relação a alguma coisa que nos perturbava,  nossa mãe dizia: “filha, só tem dor de cabeça, QUEM TEM CABEÇA!!!!!” E esta frase, segundo Sônia, tem contribuído para que ela compreenda a sua responsabilidade frente a todas as situações que se lhe apresentam no dia- a- dia, tornando-a mais justa, compreensiva, tolerante, responsável pela sua própria vida.

Até os sete anos de idade, eu costumava ter febre devido à infecção de garganta com frequência. Assim que mamãe percebia, fazia com que eu me deitasse. Geralmente a febre subia muito e mamãe queria me confortar. Então, perguntava o que eu desejava. Impreterivelmente minha resposta era: “livros de histórias e banana frita”. Claro, ela providenciava e eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo!

Regina, 2010.
Com isso, li toda a coleção que existia naquela época em Goiânia. Eram cerca de 300 pequenas brochuras vendidas no Bazar Municipal, livraria de um irmão também espírita, amigo de meus pais, o senhor Scartezini.

Como meus pais, até hoje sou leitora assídua. Nestas últimas férias li pelo menos dois livros por semana. E ainda adoro comer banana frita! Aliás, poucas vezes na vida perdi o apetite! E minha mãe sempre dizia que "saco vazio não para em pé" a cada vez que eu resolvia fazer dietas!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RELATO DE UMA CURA



Clélia é a terceira filha de Dona Didi.
Por várias vezes, recebi atendimento espiritual no Centro Espiritualista Irmãos do Caminho. Em 1975, fui aprovada em um concurso público federal e precisei apresentar a documentação para a posse e passar por uma bateria de exames médicos para comprovação do estado de saúde. De posse dos resultados dos exames, compareci perante à Junta Médica, quando fiquei sabendo que não poderia tomar posse porque o meu exame de urina indicava problemas renais. Imaginei que tinha havido troca no laboratório, já que eu não sentia dor nenhuma, repeti o exame em outro laboratório e deu a mesma coisa.
Um dos médicos da Junta me disse que eu deveria procurar um urologista e fazer o tratamento necessário para sanar o problema. Só que não haveria tempo para isso, porque se eu não assumisse o cargo no prazo determinado, teria que requerer final de lista ou desistir da função, o que evidentemente não estava nos meus planos. Condoído da minha situação, o médico sugeriu que eu "arranjasse" outro exame e levasse pra ele. Ele me aprovaria, desde que eu assumisse o compromisso de procurar o especialista.
Embora desconfortável com aquela situação, agi conforme a sugestão e procurei, em seguida, um urologista renomado na cidade, o dr. Adão Ubiratan, que me pediu um exame da bexiga. Esqueci-me do nome desse exame (atualmente, ele já não é feito, foi substituído pelo ultrassom). O tal exame mostrou a existência de um monte de cálculos na minha bexiga. O médico e a Luíza, minha irmã que me acompanhava, ficaram horrorizados. Dr. Adão se surpreendeu com o fato de que eu não tinha ainda sentido dores e me deu todos os telefones onde ele poderia ser encontrado, caso eu tivesse uma cólica repentina.

À noite, fui ao Centro tomar passe. Quando voltava para o meu lugar, fui interceptada pela cambono Mariazinha, que me disse que o Mentor (Mané Maior) tinha lhe falado para eu ficar para a segunda parte dos trabalhos, para receber atendimento. Eu não tinha falado nada com minha mãe. Acho que era uma quarta-feira, porque quando eu entrei na salinha dos médiuns, me deitaram em uma maca e vários médiuns, convocados pela entidade que estava com a minha mãe (não sei se era Dr. Fritz) se debruçaram sobre mim, uns tossindo, outros cuspindo, outros me massageando. Não me lembro direito dos detalhes porque fiquei com um certo entorpecimento.
No final, recebi uma garrafa d'água e a orientação pra beber o conteúdo devagar, uma xícara pequena, de duas em duas horas. Fui pra casa e obedeci; coloquei o despertador e passei a noite tomando a água fluída, na forma determinada. Tenho a dizer que nunca senti as dores temidas pelo médico. Meses depois, voltei a fazer exame de urina a pedido da ginecologista e o exame deu normal. Nunca voltei ao urologista. E nunca fiquei sabendo se as pedrinhas foram retiradas na intervenção espiritual ou derretidas pela água miraculosa. Essa foi uma das experiências que vivenciei no CEIC. Naquele tempo, relatos de curas eram corriqueiros e ninguém dava muita atenção.

Clélia Maria de Araújo Pereira







domingo, 9 de janeiro de 2011

MEMÓRIAS INFANTIS JUNTO A DONA DIDI

Aconteça o que acontecer, a Lei Cósmica estará sempre se cumprindo de maneira correta e justa em nossa vida, em consonância com a verdade.

Minha mãe gostava de costurar e comprava aviamentos nas lojas dos turcos, na rua 4, como chamávamos, então, aquele comércio a um quarteirão de nossa casa. Acompanhá-la nessas empreitadas constituía um passeio disputado pelas crianças a cada vez.

Didi, Tanit, Sônia, Deolinda, Mariazinha, Leandro, no CEIC.
Mantínhamos muito contato com nossas tias, as suas primas e irmãs de criação – Hilda e Agda. Tia Hilda e Tio Adail tiveram cinco filhos que cresceram junto conosco, os primeiros cinco filhos de Dona Didi. Tia Agda e tio Daniel tiveram apenas quatro, mas convivemos apenas com os dois mais velhos, porque ela espaçou bastante uma gravidez da outra. Nós adorávamos essa convivência, extremamente animada, em razão de tantas crianças juntas.

Nos finais de semana costumávamos fazer os passeios ao campo, conforme relatei anteriormente. Meus pais faziam questão de manter uma chácara ou fazendinha, mas dificilmente dormíamos lá. Acho que minha mãe era urbana, apesar de se sentir atraída pela zona rural e a fartura de uma fazenda. Durante alguns anos tivemos uma propriedade à beira do Rio João Leite, próximo a Nerópolis, cerca de uns 20 quilômetros de Goiânia. Lembro-me de que eram dois sítios juntos com 6 e 8 alqueires especificamente. Em uma dessas partes havia uma pequena plantação de café com 18.000 pés, creio.

Dona Didi em viagem à Holanda, 1989.
Recordo-me de dois episódios daquela época. Um dos caseiros tinha vários filhos e minha mãe era madrinha de quase todos que iam nascendo a cada ano. Meus pais sempre foram bons com os empregados. Além do salário justo, presenteavam-nos com remédios, roupas, brinquedos e material escolar para as crianças, sobretudo. Eles podiam usar tudo na propriedade, criar galinhas, porcos. Tinham leite e queijo à vontade. Minha mãe trazia dois queijos a cada final de semana para nosso consumo.  Engraçado era que era ela que cozinhava para todo mundo nessas ocasiões. Os caseiros todos se beneficiavam de seus saborosos almoços domingueiros! Uma vez, a caseira e comadre de minha mãe, a esposa do Albertino, lhe disse que as vacas estavam fazendo greve e não havia queijo aquele dia. Uma das crianças presentes ouvia em silêncio. De repente, ela abriu o armário na vista de todos e o mostrou abarrotado de queijos! Ficaram todos constrangidos! Imagino como aquela criança deve ter sido castigada por sua franqueza infantil ainda sem máscaras.

Outra vez, fomos a uma fazenda onde havia muitos cavalos e resolvemos montar. Saímos em disparada e a Bené ficou dependurada num galho mais baixo de uma árvore. Nós ríamos muito enquanto o cavalo fugia em disparado protesto contra aqueles pré-adolescentes malucos!

Minha mãe costumava dizer que todos nós estamos fadados a evoluir e esta é a lei de Deus! Uns caminham à frente, outros vêm mais atrás, mas todos nós, um dia, chegaremos lá! Afinal, temos a eternidade!