quinta-feira, 18 de abril de 2013

O LIVRO DOS ESPÍRITOS



Livro de Kardec, 156 anos.
O Espiritismo surgiu na França, no dia 18 de Abril de 1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos. Por isso 18 de abril é considerado com um marco para a doutrina Espírita.
A cada 18 de abril, os espíritas recordam o ano de 1857, este ano, 156 anos de lançamento de O Livro dos Espíritos. 
Mais tarde, ele seria complementado pelo Livro dos Médiuns, que neste ano completa 150 anos de lançamento. O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, formando o pentateuco espírita.
O Livro dos Espíritos tem uma importância excepcional por ser uma revelação, de iniciativa do Plano Superior com a finalidade de facilitar e orientar o progresso humano. Afinal, para vivermos em equilíbrio, precisamos de respostas. O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, foi a primeira obra da
Daniel Viana, Sonia e Agda.
codificação, na qual se encontram os princípios fundamentais do espiritismo. Seu conteúdo é apresentado em  quatro partes: as causas primárias; mundo espírita ou dos espíritos; leis morais; esperanças e consolações
Nos ensinamentos contidos em O Livro dos Espíritos, que é um manual de conduta para a vida, encontramos recursos para que se compreenda, sem mistérios, as leis de causa e efeito, a reencarnação, a evolução do espírito, as ocupações e missões dos espíritos, entre tantas outras respostas, respostas estas embasadas sempre pela ciência, filosofia e religião. Sei que minha mãe - Dona Didi - conhecia a fundo esse livro que ela considerava de importância fundamental para a doutrina.  
Sonia, Didi, Clélia e Regina, 1998.
Não há dúvida de que a sociedade mudou neste século e meio. A vida não é o caos que a televisão pinta, pois só veicula a dor e o sofrimento. Todavia, tampouco é a maravilha que desejaríamos que fosse. E isso é assim, pois estamos habitando um planeta que pode ser uma “prisão”, uma “escola” e um “hospital”. Cada qual, nessa ordem estabelecida, tem a vida que merece. As dificuldades, obstáculos, oportunidades, conquistas, fracassos e felicidades, são decorrências da lei de causa e efeito, pois sabemos que não cai uma folha de árvore sem a permissão de Deus.
Amaro, Sofia e Lucas, neto e bisnetos
de Dona  Didi.
A ordem divina tem objetivos preestabelecidos para que os seus filhos se desenvolvam moral e intelectualmente. Esse é um processo mais ou menos longo, dependendo do nível de maturidade do espírito imortal que temporariamente está usando um corpo, no planeta Terra, para se aperfeiçoar, seguindo os ditames da lei do progresso. As nossas leituras são obscurecidas pela limitação espiritual.
A humanidade está na fase do esclarecimento, da fé racional, apesar de alguns defenderem, erroneamente, que fé não precisa de razão. Isso é besteira. Foi dia 18 de abril de 1857, há exatos 156 anos, que um estudioso, professor, discípulo do educador Pestalozzi, descobriu ou, pelo menos, esclareceu, que há um mundo diverso do nosso, nossa verdadeira pátria e que nos espera no tempo certo de cada um, quando da morte do corpo físico. Nesse universo meio que paralelo, residem os nossos que  nos anteciparam na mudança de plano espiritual, mas que continuam vivos de outra forma, esperando a nossa viagem. É o mundo espiritual que preexiste, existe e sobrevive a tudo e que tem relação constante com o mundo material, nossa curta morada!


quinta-feira, 14 de março de 2013

APOMETRIA QUÂNTICA



Frederico, bisneto de Dona Didi.
Ando interessada em Apometria e resolvi inclusive fazer um curso. Soube que a Apometria Quântica faz parte de uma nova proposta de terapia energética, isto é, de um conceito por meio do qual o uso da tecnologia do espírito nos conecta com uma parte esquecida em nós, permitindo que nos conheçamos melhor, fazendo-nos mais conscientes de nossos padrões de pensamentos, padrões de comportamentos e de emoções. Tudo isso nos abre para a possibilidade de uma real transformação e harmonização pessoal. A Apometria Quântica não possui vínculo nenhum com qualquer dogma ou religião. Mas o espiritismo vem usando esta técnica de cura há algumas décadas com sucesso.
Dona Didi e filha Sônia, maio 1999.
Na pratica da técnica de apometria e eteriatria quânticas, pode ser potencializada a captação da energia cósmica ou fluido vital que passará a se unificar durante o atendimento com a nossa energia física e telúrica formatando o que chamamos de ENERGIA BIOCÓSMICA.
Esta energia pode ser moldada, manipulada e projetada a partir do pensamento que como um conjunto de impulsos elétricos os quais possuem forma, sentido e intensidade e de acordo com a sua polaridade podem reajustar ou deslocar os elétrons das suas órbitas provocando serias mudanças na estrutura quântica dos nossos corpos sendo capazes de curar.
Marco e Ione, filho e nora de Didi.
A energia irradiada por uma forma pensamento-sentimento ultrapassa dimensões, espaço e tempo, propagando-se primeiramente no campo consciencial do individuo e mais tarde no ambiente como um todo.
Quando desdobramos a nossa consciência ou sintonizamos um ponto especifico da linha do tempo, um local, pessoa, dimensão a energia irradiada pelo que pensamos e sentimos passa a interferir diretamente nesses locais onde podemos criar campos de forças capazes de levar o equilíbrio e harmonia. Este é um dos princípios fundamentais da apometria quântica.
Bisnetos gêmeos de Dona Didi.
A partir do uso das técnicas da apometria quântica  em que se incluem: comandos mentais os quais direcionam a energia, pulsos magnéticos que permitem que a energia se aglutine, ativação de mandalas ou símbolos que atuam como arquétipos codificadores da nossa energia, projeção ou sintonização mental.
Sei que se pode efetuar um profundo alinhamento, atingindo os vários aspectos de uma alma, ou seja:
•       Dissociar estados de consciência negativados como medo, culpa, dor, mágoa, raiva, entre outros.
•       Acoplar estados de consciências positivados fortalecendo a autoestima e ajudando o paciente a se encontrar com a sua verdadeira forma e identidade.
•       Sustentar energias para desdobrar os nossos pacientes para os Templos de luz e cura em contato com as equipes médicas. 
•       Re-equilibrar e harmonizar toda a estrutura do duplo etérico removendo bloqueios, miasmas, bactérias, vírus.
•       Ajudar na reconstituição de tecidos e órgãos afetados por doenças. Alinhar centros de energia.
•       Fazer cirurgias e clonagens energéticas fornecendo suporte a cura de qualquer doença física.
•       Fortalecer a malha magnética e sistema imunológico.
•       Ancorar energias de cura e Grupo Espiritual Individual a partir da conexão e sintonização do Eu Sou.
Juliana e Matheus, outros bisnetos.
No atendimento e tratamento consideramos o paciente como um todo, onde devemos cuidar individualmente no caso de uma doença aspectos ligados a falhas genéticas sejam de origem ancestral ou derivadas da própria experiência encarnacional da alma, aspectos somatizados a partir da postura mental, crença e emoções, situação energética ligada ao sistema imunológico, desequilíbrios espirituais e influências geopáticas entre outros.
Soube que no sul, a equipe da Apometria Quântica que atua no Projeto Amanhecer está formada por mais de 20 profissionais voluntários entre eles professores da universidade (UFSC), terapeutas, enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos, médicos, entre outros, além de uma equipe de colaboradores e estagiários que após participarem dos Cursos de Apometria Quântica têm a oportunidade de treinar a técnica e participarem dos atendimentos. 
Didi e José Araújo, 1940.
O grupo ressalta que todos os trabalhos e atendimentos efetuados nessas dependências são de natureza energética e têm como objetivos principais a limpeza, desbloqueios e harmonização dos chakras e corpos sutis da pessoa.
Este procedimento não diagnostica doenças e nem concorre com a atuação médica, sendo complementar a qualquer tratamento médico e psicológico que a pessoa esteja realizando, devendo dar ciência ao seu terapeuta sobre possíveis alterações/problemas em sua condição de saúde ou da pessoa submetida ao procedimento sob sua responsabilidade legal.
Recentemente pude comprovar os efeitos desse tratamento que foi feito em benefício de meu neto Frederico que está muito bem agora. Acredito que esta bênção deve ter o concurso de sua bisavó materna – Dona Didi, mas o tratamento foi feito a distância pela Neli e o psicólogo Luiz Vasconcellos. Eles chamam a técnica de Logoterapia Quântica e essa vem sendo realizada com total eficácia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CONFIDÊNCIAS DO LEANDRO


Gosto muito de meu sobrinho Leandro. Quando ele era pequeno ficou alguns meses em nossa casa e não deve ter sido por acaso. Afinidades espirituais que a gente conhece bem...Posso ficar horas conversando com ele sem noção do tempo! Sei que Dona Didi também gostava muito dele e compartilho a sua mensagem aqui em seu blog. Eu já conhecia o texto, mas também fiquei emocionada ao recebê-lo...É que ainda me lembro do sentimento dorido ao deixar os filhos na escola pela primeira vez... E também sou apaixonada por sua filhinha Aurora...

Leandro e esposa Monique.
Oi, Tia Ré, tudo bem? Como vão as coisas?

Fomos ontem na reunião de pais que antecedeu o 1º dia de escola da Aurora: 1 aninho e 8 meses! Tempos modernos… Mas, tudo bem, melhor que babá. Chegamos a essa conclusão…

Uma escolinha pequena aqui no Parque das Laranjeiras, onde estamos morando por enquanto. Foi muito bem recomendada por uma amiga psicóloga (e mãe do meu sócio), cujos filhos estudaram lá há mais de 25 anos! A direção da escola continua a mesma até hoje, então achamos uma boa idéia matricular a Aurora.

Aurora e bisneta de Dona Didi.
No fim da reunião foi lido um texto que me deixou com os olhos marinados (o que não é muito raro, graças a Deus!). Um texto muito bonito, sensível e sensato. Lembrei-me da senhora, que talvez já  conheça o autor: Robert Fulghum.

Segue abaixo o trecho lido. Em anexo envio o livro completo de ele onde foi extraído, no caso de se interessar: "Tudo que eu devia saber na vida aprendi no Jardim-de-Infância"

Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. Vejam o que aprendi:

Netos da Dona Didi: Gustavo, Tarsila e Leandro. 
Dividir tudo com os companheiros.
Jogar conforme as regras do jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar os brinquedos onde os encontrava. Arrumar a “bagunça” que eu mesmo fazia. Não tocar no que não era meu.

Pedir desculpas, se machucava alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Apertar a descarga da privada.
Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.

Fazer de tudo um pouco – estudar, pensar e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias.

Tirar uma soneca todas as tardes.

Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.

Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima –

ninguém sabe como ou por quê, mas a verdade é que nós também somos assim.

Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico – tudo isso morre. Nós também. E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe! Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.

Princesinha Aurora.
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país, ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós – o mundo inteiro – fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde e depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas; arrumar a “bagunça” que tivessem feito.

E é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas, e fique sempre “de olho” no companheiro. 

Abração!

Ps.: A Estela deve chegar muito em breve! Hoje foi o 1º dia de aula da Aurora. Fico muito grato a Deus por poder ter estado ao lado dela todo o tempo...

Att,
Leandro Moura
www.onzeonze.com.br






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LUCIANA NOGUEIRA E DONA DIDI



Luciana, meus netos e filhote da Bettina.
Minha nora Luciana diagnosticou um CA de mama recentemente e iniciou o tratamento de quimioterapia. Hoje ela publicou no Facebook este depoimento:
“o poder de Deus é uma coisa que só Ele mesmo pode explicar. Apesar de ter sido alertada pela médica de que eu sentiria muito enjoo por causa da quimioterapia demasiado forte, graças à nossa fé e à oração de todos, não senti nada! Estou comendo normalmente o que posso, só que em menor quantidade. Passei pelos dias críticos me sentindo muito bem. Às vezes, só uma leve fadiga, o que é normal e basta me deitar um pouquinho que passa. 
Aleixo, Regina, Luciana e Juju, BSB.
Agora o meu pico de imunidade começa a cair muito e deverei ficar mais ou menos sete dias mais isolada, com visitas mais restritas, porém depois voltará ao normal. Obrigada a todos pelas orações e demonstrações de carinho e amor. Isso e mais a minha fé em Deus estão me fazendo superar essa etapa com tanta força. Obrigada aos amigos. Obrigada, meu Deus, por me amar tanto”. 

Lu, Otávio, Juju e Matheus, na Shamballa.
Eu havia pedido à Luciana para escrever algo para o Blog da Dona Didi e ela me enviou o pequeno texto abaixo, prometendo continuar os relatos de sua convivência com a matriarca da família Araújo.

Luciana e a quimio, dia 28/12/12.
Nunca me esqueci do primeiro dia em que fui conhecer a Dona Didi. Otávio, seu neto querido e meu namorado, me disse que se ela não me aprovasse, ele não poderia namorar comigo (e eu, boba, não é que caí nessa?) Ao abrir a porta de seu apartamento, ela logo me deu um sorriso. Quando fui cumprimentá-la, ela me pegou pelo braço, me virou, passou a mão pelos meus cabelos que estavam bem longos e disse: “essa pode, essa tem cabelo bom”. Que bom que foi tão fácil! kkkk 
Regina, Didi, Ione, Clélia e kids, 1974.
Anos depois nos casamos e em uma nova visita que fizemos a ela (seis anos antes de eu engravidar), ela pegou minha mão, olhou para mim e para o Otávio e nos disse: “o primeiro filho de vocês será um menino". Na época, eu sorri, mas achei que fosse somente um comentário qualquer... Hoje, o Matheus está lindo e já vai completar nove anos... 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SÔNIA FALA SOBRE DONA DIDI


"É nosso dever lembrarmo-nos daqueles a quem devemos nossa existência." (P. Siro).

Sônia, Air, Didi e o neto
 Leonardo, 1974.
Queria ser menos sentimental... Estive procurando fotos da mamãe e me deparei com fatos e situações do passado, uns bons, outros bem doídos, como, por exemplo, as fotos do Leonardo, meu primeiro filho que esteve tão pouco tempo comigo, mas que deixou marcas indeléveis no meu espirito...
E me lembrei de minha mãe: Dona Didi! Como ela me ajudou naquela época! Fazia tudo pra diminuir a minha tristeza. Ela me levava nas suas viagens, me fez participar de todas as atividades do Centro e não deixou que eu abandonasse a universidade. Foi muito bom tê-la sempre por perto!
Depois, quando estava grávida da Flávia, fui desenganada pelos médicos urologistas que me atendiam no Hospital Puigvert, aqui em Goiânia, 1977. 
Dona Didi a sua filha Sônia, 1999.
Então, minha mãe, juntamente com mais alguns médiuns do CEIC, iam à minha casa duas vezes ao dia pra me darem assistência, durante 15 dias. Quando, depois desse tempo, retornei ao médico pra fazer novos exames, o médico quando me viu, pensou que estava vendo um fantasma, se assustou tanto que chegou a ficar de pé, levantar, sentar-se novamente, sem conseguir balbuciar palavra alguma.
Air, Sônia, Didi, Deolinda, Tanit, no CEIC.
Quando ele recobrou do susto, me perguntou por que eu estava ali e então solicitei os pedidos de exame para checar se havia melhorado. Ele me deu e quando fui levar os resultados, ficou mais impressionado ainda com a minha recuperação. Disse-me: "seja o que for que você tenha feito, resolveu seu problema. Deve ter sido a sua fé!”. 
Minha filha Lívia nasceu prematura e com problema cardíaco, que só foi sanado com tratamento intensivo no CEIC, pela cúpula dos Irmãos do Caminho, por meio dos espíritos de Dr. Fritz e da Mãe Francisca, incorporados pela minha mãe.
Didi curtindo a natureza, 2000.
Estou enumerando fatos que aconteceram comigo. Se fosse falar dos que presenciei com outras pessoas, escreveria um livro...
Portanto, sou grata, pois me sinto a pessoa que mais obteve provas da existência dos espíritos e da influência de sua participação benéfica em nossas vidas! 
Creio que Dona Didi ficaria feliz agora com a chegada de mais um bisneto! Ela nunca disfarçou que preferia netos e bisnetos do sexo masculino! E em breve a Lívia/ Thiago devem dar à luz o Pedro, também meu neto  e de Air Gomes de Moura! Que seja muito bem vindo!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DIA DA UMBANDA


Didi, familiares e amigos, jul.96.
Dia 15/11 é comemorado o Dia da Umbanda, a primeira religião genuinamente brasileira. Lembrei-me de minha mãe e de sua fé inabalável em sua crença. Ela abdicou de sua vida social, cumprindo com competência, dedicação, humildade e amor os compromissos assumidos junto à espiritualidade, desde a sua coroação na Tenda do Caminho,
 na década de cinquenta!
Sabe-se que foi no dia 15 de Novembro de 1908 que o médium Zélio Fernandino de Morais, então, com 17 anos, incorporou o espírito de um caboclo brasileiro. 
Didi, 80 anos. E filhas.
O Sr. José era o cambono do Senhor Zélio à época e perguntou o nome da entidade. Essa respondeu que poderia ser chamada de Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois, para ele, não haveria caminhos fechados. Acrescentou, ainda, que vinha trazer a Umbanda, uma religião que harmonizaria as famílias e haveria durar até o fim dos tempos.
Naquele dia o Caboclo das Sete Encruzilhadas acabou por declarar fundado o primeiro templo de Umbanda no Brasil.
Após essa manifestação, o médium Zélio se dedicou profundamente a disseminar os conhecimentos desenvolvidos pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Após repassar as informações de como realizar os cultos de umbanda, o caboclo passou à sua prática, realizando curas nas pessoas que procuravam ajuda no centro do Senhor Zélio.
Abadia, antigo médium do CEIC.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas recebe então, de seu astral superior, ordens para fundar outros sete centros de umbanda, disseminando assim, a doutrina da sagrada umbanda.
Existem alguns conceitos que regem a Umbanda. Crença em um Deus único e onipotente; crença em entidades superiores: orixás, anjos, e santos; crença em guias, que são mensageiros de Orixás; existência da alma e sua sobrevivência após a morte; prática da caridade desinteressada; lei do livre arbítrio; o ser humano como síntese do universo; crença na existência de vida inteligente em todo universo; crença na reencarnação e na lei cármica; direito à liberdade para todos os seres.
Neto Amaro com Avó Didi,2004. 
A Umbanda, além desses conceitos, se baseia na verdade do espírito eterno, que passa por várias encarnações terrenas e tem a possibilidade de evoluir ou não de acordo com sua vivência.
A prática da Umbanda traz diversos rituais, como o casamento, o batismo, o amaci ou banho de ervas, a coroação, entre outros, dependendo do regimento de seus templos.
Dona Didi foi médium umbandista por cerca de quatro décadas! E, em seu nome, hoje eu saúdo a Umbanda cumprimentando todos os umbandistas que trabalham em  nome do bem e do amor em prol da cura e da evolução da humanidade! Salve a linha da água e a linha do oriente!


Ana Júlia e Breno, bisnetos
da Dona Didi.
Oxalá, nosso Pai Maior.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DONA DIDI E A LEI DE AMRA

Didi, neto Otávio e bisneto Frederico.

Os filhos biológicos ou espirituais de Dona Didi aprenderam com ela uma importante lição – a doação! Sei que minha mãe era iniciada em várias correntes de pensamento místico e sua prática constante da chamada Lei de Amra acabou influenciando a todos que conviveram com ela, de maneira muito positiva.
Didi e filha Clélia.
Há um antigo costume, registrado em todos os documentos Rosa-cruzes, denominado Lei de AMRA. Esta lei tornou-se uma doutrina sagrada entre os egípcios e, mais tarde, entre os judeus, em suas práticas religiosas. Foi finalmente adotada pelo cristianismo. Originalmente, tratava-se de uma lei mística e os estudantes  Rosa-cruzes ainda a consideram como tal, embora muitas religiões modernas a tenham transformado numa lei puramente material.
Didi, Divina e Luzia Pimenta.
A Lei de AMRA é a seguinte: se você ora ao Deus do seu Coração, suplicando algum auxílio especial em caso de doença, preocupação, adversidade, tribulação ou problema financeiro, e sua prece, ou seja, sua petição, é atendida, você tem o dever de fazer uma compensação, não apenas  por meio de uma prece ou um sentimento de gratidão, mas também transferindo a outrem um parte da benção que recebeu.
Air, Didi, e Sonia, 1982.
Se você pediu uma melhora de saúde, alívio de alguma dor ou algum sofrimento, a aquisição de alguma coisa material, ou auxílio em seus negócios e sua posição social, então, segundo a Lei de AMRA, você deve assumir moralmente o dever de destinar uma pequena quantia em dinheiro ou algum outro bem material, e fazer outra pessoa feliz ou em paz com o mundo. A menos que isto seja feito cada vez que você receba uma benção, você não poderá devidamente fazer futuras petições de outras bênçãos.
Didi, Regina, Celina e Paulinha, 1993.
Bené e Didi, 1997.
Como estudante rosa-cruz que sou pratico uma meditação que chamamos de Sanctum Celestial. Durante aqueles minutos de harmonização praticados regularmente, também estamos em busca de auxílio e bênçãos diversas. Assim,  procuramos adotar voluntariamente a Lei de AMRA, mantendo um envelope ou uma caixa em que depositamos algumas moedas a cada  vez que recebemos alguma resposta para nossa petição. 
Didi e a neta Fábia, 1992.
As pequenas quantias assim depositadas podem ser mantidas como um fundo sagrado e nunca devem ser usadas para qualquer objetivo pessoal ou egocêntrico.
Sonia, Clélia, Didi, Júnior e Regina.
Neta Renata  com tio Air, 2012.
No final do mês, ou a cada dois meses, a quantia acumulada pode ser destinada a ajudar alguém que estivesse doente, alguma criança necessitada, algum movimento ou organização beneficente ou qualquer causa que julguemos pertinente. O próprio peticionário deve assumir o dever de, secreta e anonimamente, fazer algum bem com esse dinheiro.
Dona Didi praticava a caridade material, mental, emocional e espiritual no dia a dia e quem conviveu com ela pode lembrar-se de como  esse ensinamento  foi benéfico em nossas vidas.
Dona Didi cuidava da Creche Casa do Caminho.