quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MENSAGEM DO DR. BEZERRA DE MENEZES



Dr. Bezerra de Menezes
OS DISCÍPULOS DE JESUS

Meus filhos, que o Senhor nos abençoe!

O mesmo olhar melancólico com que contemplamos as lamentáveis rivalidades que grassam no movimento espírita foram percebidas pelos divinos e meigos olhos do Cristo.

As páginas do Evangelho estão repletas de circunstâncias, onde Nosso Senhor Jesus era chamado a intervir nos ânimos acirrados, muitas vezes a serviço do personalismo deprimente, dos ciúmes condenáveis, ou das disputas inoportunas, tão próximas hoje da nossa realidade na condição de membros da família espírita, que a serviço do amor que propõe semear, tantas vezes não se despem dos sentimentos rasteiros que ainda nos caracterizam, apesar de nossas aspirações na busca de alçar voos, culminando não só com o conhecimento de nós mesmos, como também com a primordial função de autoconter-nos.

Tania, Alzira, Keila, Val, no CEIC.
Duas personalidades, pilastras da Boa Nova, Jesus e João Batista, nos dão lições inesquecíveis quanto ao devido comportamento a adotar , quando por opção, ou seduzidos por vontades alheias, viermos a fomentar a repulsa íntima e consequentes cisões. João Batista , quando comparado ao Messias, ou notificado a respeito de seus feitos por parte de seus seguidores, movidos por dissimuladas intenções, onde sobressaia a maledicência, se pronuncia com extrema maturidade espiritual: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). E do outro lado, os discípulos de Jesus, quando pretendem colocá-LO em semelhante circunstância, estabelecendo a atitude dos que tem gosto por comparar a estatura espiritual dos outros, com denotada meiguice assim enfatiza: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior dentre eles” (Mateus 11:11).

Dona Didi, 1980.
Vemos filhos meus, duas almas valorosas se respeitando, reconhecendo os adjetivos uma da outra, e ao mesmo tempo oferecendo material de reflexões para os erros que estavam cometendo.

De nossa parte, que possamos facilitar o retorno de Nosso Senhor Jesus na intimidade de nossos corações, todas as vezes que nossas atitudes não se revelarem condizentes com os princípios que esposamos.

Que nossos corações se enterneçam perante os irmãos que muitas vezes, usam da Doutrina Espírita para se promoverem, evidenciando o orgulho, a vaidade ou o personalismo. Tenhamos compaixão dos que na seara espírita, muitas vezes trajam vestes de Pilatos, indiferentes e ociosos, privando de sequer colaborar com a propagação da verdade, no sentido de anular a safra do joio, na tentativa de coibir a prosperarão e vingo do trigo que sacie a alma ignorante. Que desperte em nós o sentimento de piedade, a postura de espíritas a serviço das sombras que disseminam a discórdia no meio a que estão inseridos, seja usando mal a caneta que empunham na elaboração de artigos que vaticinem a desunião, ou usando o verbo como instrumento que fira.

Filhas gêmeas de Dona Didi.
Que possamos nos recordar, meus filhos, que Jesus asseverou que seus discípulos seriam reconhecidos por muito se amarem. E neste sentido, a par das condutas que distanciam seus trabalhadores, que nos recordemos da postura dos médiuns, que presentemente hoje se rivalizam e estabelecem lamentáveis competições, e poucos dispostos se revelem a somar experiências e trocarem ideias no sentido de aquisição mútua de aprendizados.

Este encontro meus filhos, que possa se repetir aproximando a família espírita, patrocinando abençoadas tertúlias espirituais.

Que nos lembremos dos ensinamentos do Espírito de Verdade: “Amai-vos e instrui-vos”.

Que nos instruamos reciprocamente sem os vestígios do orgulho que nos distancia e nos coloca em pedestais frágeis e sem base.

Que Jesus, Nosso Senhor, nos ilumine, hoje quanto sempre!
BEZERRA (Página psicografada pelo médium Alaor Borges Jr., no III FÓRUM DA MEDIUNIDADE, na tarde do dia 15/11/2013, no Centro Espírita Uberabense, na cidade de Uberaba-MG)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

BENZEDOR DE COBRAS




Abadio, grande amigo de Dona Didi.
Texto extraído do livro A Luz Dissipa as Trevas vol. 2, de Paulo Daltro de Oliveira
Quando o Chico estava na Comunhão Espírita Cristã, certo casal de jovens fazendeiros aproximou-se dele em público, buscando orientação tal, que, de primeiro momento, nos pareceu infantil, mas trazendo-nos, ao contrário, interessantes ensinamentos.

- Procuramos o senhor, porque estamos apavorados. Em nossas terras, em Ituiutaba, existe grande quantidade de cobras cascavel. Meu pai já foi ofendido sete vezes! Por
Didi, Clélia e Fred, 1998.
sorte, ele não morreu... Está agora hospitalizado, em estado grave. Por isso viemos aqui.

Estimulado pela atenção que lhe era dispensada, prosseguiu:

- Será que não existe um jeito de espantar essas cobras? Nós já perdemos muitas reses e cavalos, picados por elas. Lá na fazenda, nós corremos sérios riscos...

O jovem, aguardando a resposta do médium, mal sabia do espanto que nos causava tal solicitação, mas o Chico, mostrando entender com naturalidade o drama exposto, respondeu:

- Coloquem nitrato de prata, aos montinhos, nos lugares mais comuns em que as cobras costumam aparecer. Isto, às vezes, dá resultado. Mas se não adiantar... (vimos, então, o médium de Pedro
Didi, Letícia e Raul, 1980.
Leopoldo aprumar-se, num gesto muito seu, sorridente, observando-nos surpresos) procurem um benzedor!

- Alguém pode não acreditar - continuou - mas eu, que sou do interior de Minas Gerais, conheço inúmeros casos que deram bons resultados com a benzedura. Vocês vão encontrar algum - asseverou - Levem-no à fazenda. Mesmo se ele cobrar, paguem o que ele pedir. Quando ele fizer suas orações, as cobras irão embora.

”Como é que isso pode acontecer?” pergunta alguém.

Jenecy, Dona Didi e Mariazinha.
- O benzedor, naturalmente é médium de fluidos materializantes, aclarou. E, quando ele fizer suas orações, os espíritos que cuidam da Natureza utilizarão esses fluidos, tocando as cobras dali para uma região de menos perigo.

Percebendo, talvez, que desejariam pedir-lhe que fosse fazer tais orações na fazenda, antecipou bem humorado:

- Mas se o Chico Xavier for lá, não adiantará nada: elas não irão embora... A minha tarefa é com os livros!

Elvira, Elzinha, Tanit, Carol, Manuela.
Dona Didi costumava afastar as cobras durante os trabalhos junto à natureza. Eu presenciei isso por várias vezes e, certamente, Elcyr, Zuleica, Abadio, Mariazinha, Jenecy, Edson, dentre outros médiuns que conviveram com ela, poderão confirmar o que digo... Lembro que mamãe tinha verdadeiro pavor de cobras, mas nessas ocasiões era valente e atuava com maestria, guiada por seus mentores espirituais...Elzinha, sua amiga baiana, lembrou-se bem disso...Ela frequentou o centro no início de sua fundação quando morou em Goiânia!

sábado, 16 de novembro de 2013

MENSAGEM PSICOGRAFADA





Laís Cunha
Salve Irmãos,
Não podemos e não devemos acalentar tristezas, desilusões, perdas, insatisfações, ingratidões, desvelo pessoal, incompreensões, por tempo indeterminado.É preciso levantar, continuar e se necessário de reinventar. Continuar na mesmice é fraudar a condição de Espírito em evolução. Ninguém cresce se não aprender a conhecer a si mesmo e vagarosamente, gentilmente e de coração leve começar a construir um novo homem, cheio de esperança, de prosperidade, de Amor e Bem Aventurança, deixando o passado como um momento de grande aprendizado em que você pode ser melhor e escolher o que gostaria para seu futuro, começando a plantá-lo agora no presente.

Junte-se a nós. Somos o grupo da Esperança.

Nosso lema: Amor para toda vida.

Nosso objetivo: Semearmos o Amor Incondicional através da pratica do Evangelho, do perdão e da Compaixão.

Nosso Guia: Deus nosso Pai Maior

                    Jesus nosso mestre amado

                    Francisco Cândido Xavier, no qual nos apoiaremos como discípulos, para reinventar nossa história de forma objetiva, alegre, leve e liberta da maldade, do orgulho, da prepotência, da ignorância, da falsidade, da maledicência, dos falsos profetas, do ciúme, da injustiça e da vaidade.

Convidamos a todos os Irmãos do Centro Espiritualista Irmão do Caminho, hoje frequentadores da casa, todos os irmãos que estão fora da casa, todos os que buscam por um Bem Maior, pelo perdão e pela compaixão a atuarem junto conosco num processo de limpeza pessoal e limpeza energética do CEIC.

Começaremos no próximo dia 16/11/2013, fazendo as 15:00 horas do sábado um trabalho meditativo de Acolhimento pessoal e acolhimento da Nossa Casa de Oração, cujo objetivo é fortalecer a boa vontade, a integridade moral e espiritual de casa Irmão e da nossa Casa.

Assim às 15:00 horas do dia 16/11/13 todos que quiserem participar deverão entrar para um lugar em que poderão permanecer em concentração, desligando-se completamente do ambiente confuso barulhento, da vida material. Sentem-se confortavelmente, procurando ficar o mais relaxado possível. Quando sentirem que estão confortáveis, vão lentamente soltando todas as partes do seu corpo, tanto exterior quanto interiormente, fazendo sempre o exercício da respiração profunda e soltando lentamente. Aos poucos através do exercício de respiração vão serenando a mente de forma a adequá-la para que ela possa entrar em harmonia com seu Eu interior.

Quando sentir que seu corpo esta em relaxamento, passe para a segunda parte do exercício. Sinta que você esta caminhando perto de uma montanha e de repente resolve escala-la, não é uma montanha muito alta, mas ela atrai você como se soubesse que ao chegar ao pico algo de muito bom espera por você. É quase noite, as estrelas já cintilam no céu. Você caminha lentamente embora seu corpo sinta pesado, você continua escalando passo a passo a montanha. O contato com frescor da noite e com a natureza vai trazendo um bem estar maravilhoso. Mais alguns passos e você se vê no pico, olha em direção ao horizonte e fica maravilhado.

Aos pés estão as luzes da cidade, numa visão magnífica e ao olhar para cima estão as estrelas que você sente poder tocar. É maravilhosa, um bem estar percorre todo seu corpo e você se sente muito bem.

Permaneça alguns instantes com esse sentimento de bem estar. Resolve sentar ali e observar aquela imagem perfeita da natureza. Neste momento o seu olhar se fixa numa estrela, ela parece ser maior e brilhar mais que as outras e isto lhe chama muita atenção e você fica completamente envolvido por ela. Até que de repente ela começa a mexer e vai ficando cada vez mais perto de você e enquanto ela cresce aos olhos, você vê e sente que ela vai tomando forma de um corpo envolvido num manto branco. Uma face límpida e abençoada, uns cabelos de muita luz e reflexos dourados, gestos de amparo, meiguice e profunda paz refletem das palmas suas mãos. Sim é ele Jesus, que vem proporcionar o bálsamo que você necessita. Ele estende o braço e o abraça fortemente, neste momento você se entrega e se deixa... Permita que ele faça tudo que for necessário para o seu bem estar, deixe todas as amarras, inseguranças e as incertezas dissolverem. Aos poucos vá se fortalecendo e aproveite para fortalecer e harmonizar o Centro Espiritualista Irmão do Caminho emitindo uma luz violeta, cor da transmutação para toda casa, tanto externa como internamente. Assim ainda emocionado agradeça profundamente por este momento de refazimento, força, luz, cura e profunda paz.

Agora o Mestre vai lentamente se desvencilhando emitindo muita bênção em toda sua vida, até que novamente se torna uma estrela completamente feliz e, emocionado, você se despede daquele lugar tão amoroso e vai descendo a montanha. Você se sente muito bem, uma paz, uma força toma conta de todo seu Ser.

Agora que você já completou toda descida, volta lentamente para seu momento de consciência na matéria, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2,1 lentamente mexa as partes do seu corpo, abra os olhos e siga em paz.

Convidamos a todos os interessados para que no próximo sábado 23/11/13 estarem conosco para começarmos a fazer o Estudo do Evangelho, em um local bem próximo a natureza, embaixo de uma árvore, como o exemplo deixado por Chico Xavier ao ler o evangelho debaixo do abacateiro.

Local: Parque Flamboyant

Hora: 16h

Para participar, basta que queira semear o amor Incondicional através da prática do perdão e da compaixão.

Traga seu Evangelho

Que a paz do Nosso Senhor esteja com todos e possamos nos reunir em vibrações mentais com um único objetivo, amor, compreensão e caridade!

Recebi este  texto da Lais Cunha que foi a grande incentivadora no resgate da história de Dona Didi por meio da construção deste blog. Ela explica que está atendendo ao pedido de uma médium que tenta restabelecer a união entre todos. Assim seja! 


"Compartilhar é uma das maiores qualidades espirituais. O milagre é que quanto mais você compartilha sua felicidade, mais você tem." Osho

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FIM DE CICLOS



Regina e suas orquídeas.
A data de Finados é dedicada a homenagear nossos mortos. Recentemente assisti a uma parada no Rio em que as pessoas desfilavam vestidas a caráter representando zumbis de sua preferência. As gerações anteriores simplesmente costumavam homenagear seus mortos visitando os cemitérios reverenciando-os com flores e orações.
A morte é um dos temas mais controversos para nós, seres humanos. Nosso ego que é o núcleo da consciência traz ferramentas de controle e organização da realidade.  Isso é importante e até mesmo positivo. Entretanto, quando ele se depara com a morte, a falta de garantias e certezas desestabiliza o ego e dessa maneira somos forçados a buscar algum sentido, alguma
Aleixo, Regina, Renata, Clélia, Chantale. 
referência que diminua a nossa ansiedade e  o medo.
Seja pela arte, pela música e principalmente por meio dos rituais, o ser humano expressa criativamente sua angústia sobre o mistério da vida e cria soluções simbólicas e emocionais, a fim de criar referências que o confortem de forma mais ou menos duradoura. Por essa razão, as religiões têm tantos seguidores e cada vez mais novas religiões se constituem e se adaptam ao mundo atual. Na Psicologia Transpessoal tive a oportunidade de participar do workshop da Serra da Portaria que organiza um ritual simbólico ligado à morte, à vida e à transcendência.
A querida Helga mudou de andar em 2003
A cessação do misterioso e incontrolável fato da vida é aterrorizante para uns e motivo de alívio para outros. Sim, porque a morte é um fato da vida. Isto é, nós a conhecemos e sabemos de sua inevitável existência, ainda que não a tenhamos experimentado de forma objetiva e concreta.
E por mais que busquemos conhecer, nossas ideias sobre o assunto sempre serão muito individuais e singulares, mesmo quando são modeladas por alguma religião. As diversas religiões tratam da morte sob diversos enfoques e partindo de premissas diferentes, muitas vezes até opostas entre si, como as crenças que aceitam a reencarnação e as crenças que aceitam o processo de ressurreição e vida eterna no pós morte.
Flores na Shamballa.
O papel social das religiões sempre foi tecer uma linha de sentido para a morte, mas nem sempre esse caminho tem sido suficiente ou satisfatório. A própria palavra desperta o medo no coração das pessoas. Elas consideram a morte tão incompreensível quanto inevitável. Mal conseguem falar a respeito, perscrutar além da palavra em si e se permitir contemplar suas verdadeiras implicações.
Essa é uma reação compreensível, pelo fato de que tantas pessoas pensam sobre a vida como nada mais que um estado no qual o corpo humano está biologicamente ativo.
Lu, Marcos Loyola e Otávio, 11.08.2013
Mas é hora de nos perguntarmos: o que acontece após a morte, se é que acontece? O que a morte realmente significa? Como aqueles que sobrevivem aos entes queridos devem reagir?
O mistério da morte é parte do enigma da alma e da vida em si: entender a morte significa realmente entender a vida. Durante o período da existência carnal, o corpo é vitalizado pela alma; na morte, ocorre uma separação entre o corpo e a alma. Porém a alma continua a viver como sempre fez, então, livre das restrições físicas do
Dona Didi antes do desencarne.
corpo. E como o verdadeiro caráter da pessoa – sua bondade, virtude e altruísmo – estão na alma, é lógico presumir que ela ascenderá a um estado mais elevado após cumprir suas responsabilidades na terra.
A Física moderna nos ensinou que nenhuma substância realmente desaparece, apenas muda de forma. E há muita morte acontecendo ao nosso redor no dia a dia. O grande problema é que nunca fomos ensinados a falar sobre morte, a pensar e usar a morte certa como sentido da vida. Em vez disso, aprendemos a temer a morte, a nos apegarmos ao nosso corpo que, muitas vezes, é dirigido por convenções sociais que nem fazem tanto sentido assim para nós.