sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CONFIDÊNCIAS DO LEANDRO


Gosto muito de meu sobrinho Leandro. Quando ele era pequeno ficou alguns meses em nossa casa e não deve ter sido por acaso. Afinidades espirituais que a gente conhece bem...Posso ficar horas conversando com ele sem noção do tempo! Sei que Dona Didi também gostava muito dele e compartilho a sua mensagem aqui em seu blog. Eu já conhecia o texto, mas também fiquei emocionada ao recebê-lo...É que ainda me lembro do sentimento dorido ao deixar os filhos na escola pela primeira vez... E também sou apaixonada por sua filhinha Aurora...

Leandro e esposa Monique.
Oi, Tia Ré, tudo bem? Como vão as coisas?

Fomos ontem na reunião de pais que antecedeu o 1º dia de escola da Aurora: 1 aninho e 8 meses! Tempos modernos… Mas, tudo bem, melhor que babá. Chegamos a essa conclusão…

Uma escolinha pequena aqui no Parque das Laranjeiras, onde estamos morando por enquanto. Foi muito bem recomendada por uma amiga psicóloga (e mãe do meu sócio), cujos filhos estudaram lá há mais de 25 anos! A direção da escola continua a mesma até hoje, então achamos uma boa idéia matricular a Aurora.

Aurora e bisneta de Dona Didi.
No fim da reunião foi lido um texto que me deixou com os olhos marinados (o que não é muito raro, graças a Deus!). Um texto muito bonito, sensível e sensato. Lembrei-me da senhora, que talvez já  conheça o autor: Robert Fulghum.

Segue abaixo o trecho lido. Em anexo envio o livro completo de ele onde foi extraído, no caso de se interessar: "Tudo que eu devia saber na vida aprendi no Jardim-de-Infância"

Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. Vejam o que aprendi:

Netos da Dona Didi: Gustavo, Tarsila e Leandro. 
Dividir tudo com os companheiros.
Jogar conforme as regras do jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar os brinquedos onde os encontrava. Arrumar a “bagunça” que eu mesmo fazia. Não tocar no que não era meu.

Pedir desculpas, se machucava alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Apertar a descarga da privada.
Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.

Fazer de tudo um pouco – estudar, pensar e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias.

Tirar uma soneca todas as tardes.

Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.

Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima –

ninguém sabe como ou por quê, mas a verdade é que nós também somos assim.

Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico – tudo isso morre. Nós também. E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe! Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.

Princesinha Aurora.
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país, ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós – o mundo inteiro – fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde e depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas; arrumar a “bagunça” que tivessem feito.

E é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas, e fique sempre “de olho” no companheiro. 

Abração!

Ps.: A Estela deve chegar muito em breve! Hoje foi o 1º dia de aula da Aurora. Fico muito grato a Deus por poder ter estado ao lado dela todo o tempo...

Att,
Leandro Moura
www.onzeonze.com.br






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LUCIANA NOGUEIRA E DONA DIDI



Luciana, meus netos e filhote da Bettina.
Minha nora Luciana diagnosticou um CA de mama recentemente e iniciou o tratamento de quimioterapia. Hoje ela publicou no Facebook este depoimento:
“o poder de Deus é uma coisa que só Ele mesmo pode explicar. Apesar de ter sido alertada pela médica de que eu sentiria muito enjoo por causa da quimioterapia demasiado forte, graças à nossa fé e à oração de todos, não senti nada! Estou comendo normalmente o que posso, só que em menor quantidade. Passei pelos dias críticos me sentindo muito bem. Às vezes, só uma leve fadiga, o que é normal e basta me deitar um pouquinho que passa. 
Aleixo, Regina, Luciana e Juju, BSB.
Agora o meu pico de imunidade começa a cair muito e deverei ficar mais ou menos sete dias mais isolada, com visitas mais restritas, porém depois voltará ao normal. Obrigada a todos pelas orações e demonstrações de carinho e amor. Isso e mais a minha fé em Deus estão me fazendo superar essa etapa com tanta força. Obrigada aos amigos. Obrigada, meu Deus, por me amar tanto”. 

Lu, Otávio, Juju e Matheus, na Shamballa.
Eu havia pedido à Luciana para escrever algo para o Blog da Dona Didi e ela me enviou o pequeno texto abaixo, prometendo continuar os relatos de sua convivência com a matriarca da família Araújo.

Luciana e a quimio, dia 28/12/12.
Nunca me esqueci do primeiro dia em que fui conhecer a Dona Didi. Otávio, seu neto querido e meu namorado, me disse que se ela não me aprovasse, ele não poderia namorar comigo (e eu, boba, não é que caí nessa?) Ao abrir a porta de seu apartamento, ela logo me deu um sorriso. Quando fui cumprimentá-la, ela me pegou pelo braço, me virou, passou a mão pelos meus cabelos que estavam bem longos e disse: “essa pode, essa tem cabelo bom”. Que bom que foi tão fácil! kkkk 
Regina, Didi, Ione, Clélia e kids, 1974.
Anos depois nos casamos e em uma nova visita que fizemos a ela (seis anos antes de eu engravidar), ela pegou minha mão, olhou para mim e para o Otávio e nos disse: “o primeiro filho de vocês será um menino". Na época, eu sorri, mas achei que fosse somente um comentário qualquer... Hoje, o Matheus está lindo e já vai completar nove anos... 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SÔNIA FALA SOBRE DONA DIDI


"É nosso dever lembrarmo-nos daqueles a quem devemos nossa existência." (P. Siro).

Sônia, Air, Didi e o neto
 Leonardo, 1974.
Queria ser menos sentimental... Estive procurando fotos da mamãe e me deparei com fatos e situações do passado, uns bons, outros bem doídos, como, por exemplo, as fotos do Leonardo, meu primeiro filho que esteve tão pouco tempo comigo, mas que deixou marcas indeléveis no meu espirito...
E me lembrei de minha mãe: Dona Didi! Como ela me ajudou naquela época! Fazia tudo pra diminuir a minha tristeza. Ela me levava nas suas viagens, me fez participar de todas as atividades do Centro e não deixou que eu abandonasse a universidade. Foi muito bom tê-la sempre por perto!
Depois, quando estava grávida da Flávia, fui desenganada pelos médicos urologistas que me atendiam no Hospital Puigvert, aqui em Goiânia, 1977. 
Dona Didi a sua filha Sônia, 1999.
Então, minha mãe, juntamente com mais alguns médiuns do CEIC, iam à minha casa duas vezes ao dia pra me darem assistência, durante 15 dias. Quando, depois desse tempo, retornei ao médico pra fazer novos exames, o médico quando me viu, pensou que estava vendo um fantasma, se assustou tanto que chegou a ficar de pé, levantar, sentar-se novamente, sem conseguir balbuciar palavra alguma.
Air, Sônia, Didi, Deolinda, Tanit, no CEIC.
Quando ele recobrou do susto, me perguntou por que eu estava ali e então solicitei os pedidos de exame para checar se havia melhorado. Ele me deu e quando fui levar os resultados, ficou mais impressionado ainda com a minha recuperação. Disse-me: "seja o que for que você tenha feito, resolveu seu problema. Deve ter sido a sua fé!”. 
Minha filha Lívia nasceu prematura e com problema cardíaco, que só foi sanado com tratamento intensivo no CEIC, pela cúpula dos Irmãos do Caminho, por meio dos espíritos de Dr. Fritz e da Mãe Francisca, incorporados pela minha mãe.
Didi curtindo a natureza, 2000.
Estou enumerando fatos que aconteceram comigo. Se fosse falar dos que presenciei com outras pessoas, escreveria um livro...
Portanto, sou grata, pois me sinto a pessoa que mais obteve provas da existência dos espíritos e da influência de sua participação benéfica em nossas vidas! 
Creio que Dona Didi ficaria feliz agora com a chegada de mais um bisneto! Ela nunca disfarçou que preferia netos e bisnetos do sexo masculino! E em breve a Lívia/ Thiago devem dar à luz o Pedro, também meu neto  e de Air Gomes de Moura! Que seja muito bem vindo!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DIA DA UMBANDA


Didi, familiares e amigos, jul.96.
Dia 15/11 é comemorado o Dia da Umbanda, a primeira religião genuinamente brasileira. Lembrei-me de minha mãe e de sua fé inabalável em sua crença. Ela abdicou de sua vida social, cumprindo com competência, dedicação, humildade e amor os compromissos assumidos junto à espiritualidade, desde a sua coroação na Tenda do Caminho,
 na década de cinquenta!
Sabe-se que foi no dia 15 de Novembro de 1908 que o médium Zélio Fernandino de Morais, então, com 17 anos, incorporou o espírito de um caboclo brasileiro. 
Didi, 80 anos. E filhas.
O Sr. José era o cambono do Senhor Zélio à época e perguntou o nome da entidade. Essa respondeu que poderia ser chamada de Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois, para ele, não haveria caminhos fechados. Acrescentou, ainda, que vinha trazer a Umbanda, uma religião que harmonizaria as famílias e haveria durar até o fim dos tempos.
Naquele dia o Caboclo das Sete Encruzilhadas acabou por declarar fundado o primeiro templo de Umbanda no Brasil.
Após essa manifestação, o médium Zélio se dedicou profundamente a disseminar os conhecimentos desenvolvidos pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Após repassar as informações de como realizar os cultos de umbanda, o caboclo passou à sua prática, realizando curas nas pessoas que procuravam ajuda no centro do Senhor Zélio.
Abadia, antigo médium do CEIC.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas recebe então, de seu astral superior, ordens para fundar outros sete centros de umbanda, disseminando assim, a doutrina da sagrada umbanda.
Existem alguns conceitos que regem a Umbanda. Crença em um Deus único e onipotente; crença em entidades superiores: orixás, anjos, e santos; crença em guias, que são mensageiros de Orixás; existência da alma e sua sobrevivência após a morte; prática da caridade desinteressada; lei do livre arbítrio; o ser humano como síntese do universo; crença na existência de vida inteligente em todo universo; crença na reencarnação e na lei cármica; direito à liberdade para todos os seres.
Neto Amaro com Avó Didi,2004. 
A Umbanda, além desses conceitos, se baseia na verdade do espírito eterno, que passa por várias encarnações terrenas e tem a possibilidade de evoluir ou não de acordo com sua vivência.
A prática da Umbanda traz diversos rituais, como o casamento, o batismo, o amaci ou banho de ervas, a coroação, entre outros, dependendo do regimento de seus templos.
Dona Didi foi médium umbandista por cerca de quatro décadas! E, em seu nome, hoje eu saúdo a Umbanda cumprimentando todos os umbandistas que trabalham em  nome do bem e do amor em prol da cura e da evolução da humanidade! Salve a linha da água e a linha do oriente!


Ana Júlia e Breno, bisnetos
da Dona Didi.
Oxalá, nosso Pai Maior.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DONA DIDI E A LEI DE AMRA

Didi, neto Otávio e bisneto Frederico.

Os filhos biológicos ou espirituais de Dona Didi aprenderam com ela uma importante lição – a doação! Sei que minha mãe era iniciada em várias correntes de pensamento místico e sua prática constante da chamada Lei de Amra acabou influenciando a todos que conviveram com ela, de maneira muito positiva.
Didi e filha Clélia.
Há um antigo costume, registrado em todos os documentos Rosa-cruzes, denominado Lei de AMRA. Esta lei tornou-se uma doutrina sagrada entre os egípcios e, mais tarde, entre os judeus, em suas práticas religiosas. Foi finalmente adotada pelo cristianismo. Originalmente, tratava-se de uma lei mística e os estudantes  Rosa-cruzes ainda a consideram como tal, embora muitas religiões modernas a tenham transformado numa lei puramente material.
Didi, Divina e Luzia Pimenta.
A Lei de AMRA é a seguinte: se você ora ao Deus do seu Coração, suplicando algum auxílio especial em caso de doença, preocupação, adversidade, tribulação ou problema financeiro, e sua prece, ou seja, sua petição, é atendida, você tem o dever de fazer uma compensação, não apenas  por meio de uma prece ou um sentimento de gratidão, mas também transferindo a outrem um parte da benção que recebeu.
Air, Didi, e Sonia, 1982.
Se você pediu uma melhora de saúde, alívio de alguma dor ou algum sofrimento, a aquisição de alguma coisa material, ou auxílio em seus negócios e sua posição social, então, segundo a Lei de AMRA, você deve assumir moralmente o dever de destinar uma pequena quantia em dinheiro ou algum outro bem material, e fazer outra pessoa feliz ou em paz com o mundo. A menos que isto seja feito cada vez que você receba uma benção, você não poderá devidamente fazer futuras petições de outras bênçãos.
Didi, Regina, Celina e Paulinha, 1993.
Bené e Didi, 1997.
Como estudante rosa-cruz que sou pratico uma meditação que chamamos de Sanctum Celestial. Durante aqueles minutos de harmonização praticados regularmente, também estamos em busca de auxílio e bênçãos diversas. Assim,  procuramos adotar voluntariamente a Lei de AMRA, mantendo um envelope ou uma caixa em que depositamos algumas moedas a cada  vez que recebemos alguma resposta para nossa petição. 
Didi e a neta Fábia, 1992.
As pequenas quantias assim depositadas podem ser mantidas como um fundo sagrado e nunca devem ser usadas para qualquer objetivo pessoal ou egocêntrico.
Sonia, Clélia, Didi, Júnior e Regina.
Neta Renata  com tio Air, 2012.
No final do mês, ou a cada dois meses, a quantia acumulada pode ser destinada a ajudar alguém que estivesse doente, alguma criança necessitada, algum movimento ou organização beneficente ou qualquer causa que julguemos pertinente. O próprio peticionário deve assumir o dever de, secreta e anonimamente, fazer algum bem com esse dinheiro.
Dona Didi praticava a caridade material, mental, emocional e espiritual no dia a dia e quem conviveu com ela pode lembrar-se de como  esse ensinamento  foi benéfico em nossas vidas.
Dona Didi cuidava da Creche Casa do Caminho.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DIA DE SÃO JORGE


Bisnetos holandeses de dona Didi: Rafa
e Victoria, junto com a tia avó Regina.

Hoje é dia de São Jorge, o santo guerreiro. Minha mãe tinha especial devoção por este santo. Uma vez ela presenteou cada um de seus sete filhos com uma imagem do São Jorge colorida. Não tenho mais a minha, mas lembro-me que achei que ela destoava da decoração do ambiente na época e a pintei de cor neutra.  Quando eu era pequena costumava observar a lua ao lado de meus irmãos e acreditávamos que podíamos vê-lo nitidamente, no interior do satélite, lutando contra um pretenso dragão! Dona Didi gostava de estimular as nossas fantasias infantis e sou grata a ela por isso!

Imagem de São Jorge ou Ogum.
Nesta data, os espíritas costumam saudar este santo tomando banhos de cachoeira para limpeza de seus corpos invisíveis. No Rio, todo dia 23 de abril, os fiéis se aglomeram diante de sua imagem em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Quintino, Centro e Santa Cruz, onde ocorre a tradicional cavalgada. Soube que, em Padre Miguel, o dia de Jorge será festejado também com um megashow gratuito.
Tamanha devoção deve-se à história do santo, um mártir cristão. Entre tantas lendas, ele sempre aparece como guerreiro imbatível. A mais propagada pela Igreja Católica é a do soldado da Capadócia (Turquia) e militar do Império Romano. Mas ele passou a lutar contra o imperador Diocleciano, que exterminava os cristãos. Jorge, que nunca escondeu sua fé cristã, fez milagres curando os torturados pelos inimigos pagãos. Foi decapitado em 23 de abril de 303, aos 23 anos.

Fábia é neta de Dona Didi e foi campiã  de
canoagem. Ela é fã de São Jorge também!
Ele é denominado São Jorge para os católicos e Ogum para os seguidores de religiões afro-brasileiras. O nome não tem importância, a boa energia é o que realmente importa, neste país de miscigenação, que caminha a passos largos contra todo tipo de preconceito e intolerância, a favor dos direitos humanos.
Quer seja São Jorge ou Ogum, o santo nos serve como exemplo de confiança em dias melhores! Também nos estimula a fé de que se persistirmos em nosso objetivos, alcançaremos a vitória! Salve São Jorge!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

TEMPO DE PRECE

Minha mãe  - Didi - e sua neta Fábia, 1992.
Nestes últimos dias, sinto-me bastante cansada e tenho necessidade de oração. Muitas vezes tenho percebido a presença de minha mãe e imagino que ela interceda por sua família espiritual. Creio que tem a ver com o período de transição por que passamos na terra. Não sei como expressar o que sinto e opto por me calar e permanecer na Shamballa.

Acabei arranjando uma crise alérgica e comecei a sentir cheiro de mofo por toda a casa. A chuva permanece, temos muitas árvores grandes ao redor e, consequentemente, mais umidade em nosso espaço. Mas desde ontem, melhorei um pouco! Há quatro dias tento marcar uma consulta com nosso querido Doutor Imar, mas a procura é muito maior que a oferta e até agora não tive sorte!

Marco Antonio e Ione Araujo, Rib. Preto.
Este momento por que o planeta passa me atinge bastante e preciso da oração. Reitero que sempre fiz uso da prece como alimento espiritual. É uma necessidade própria de meu espírito. Agradeço ao cósmico deter um pouco de fé. Essa me sustentou nos momentos de crise da existência. Para mim, a prece é uma espécie de conversa mental que mantenho com a energia divina, independente do nome que cada religião lhe dá.

Quando o místico ora, ele sabe que sua prece não opera modificações na Lei, que é imutável; altera-nos, contudo, o mundo íntimo, que se energiza beneficamente, de forma a enfrentarmos com mais força as provas, que se atenuam ao influxo da comunhão com o mundo espiritual superior.

Aleixo, Angelo, Victoria e Rafael, na Holanda,
set. 2010.
Um homem, ao subir uma montanha, sente-se vencido pelo cansaço, pelo suor, pela exaustão, pela fome; para, por alguns minutos, à sombra generosa de uma árvore. Depois, retoma a caminhada, já fortalecido após o pequeno descanso. A prece, como alimento espiritual, produz efeito semelhante.

Quando as provas do mundo ameaçam a estabilidade espiritual, devemos buscar na prece a restauração de nossas energias, a fim de que refeitos, à maneira do homem da alegoria, prossigamos a caminhada. Roguemos a Deus valores eternos que se incorporem à nossa individualidade imperecível, de modo a superar, nas diversas frentes de experimentação a que nos conduz o esforço evolutivo.

Didi, Regina, filhos e sobrinhos, 1974.
Sei que a verdadeira prece não deve ser recitada, mas sentida. Não deve constituir apenas cômodo processo de movimentação de lábios, emoldurado por belas palavras, mas uma expressão de sentimento vivo, genuino, a fim de que realizemos legitima comunhão com a Espiritualidade Maior.

Orar em silêncio, no recesso do lar, é prática recomendada pelo Cristo, contrapondo-se à oração repetitiva, proferida com a intenção de que seja o ato observado por terceiros. Com a prece em conjunto, representando autêntica comunhão de propósitos, mais forças têm os homens para atrair a si as boas energias. É o que acontece quando a gente frequenta qualquer casa de oração!

Aleixo, Regina e netos: Matheus e Juju.
À medida que o homem evolui, ele consegue orar mais pelos semelhantes do que por si mesmo. Pensa muito mais nas necessidades alheias do que nos próprios interesses, embora reconheça suas necessidades e para elas rogue sempre o amparo divino. A prece por outrem dilata a capacidade de amar e servir, com a consequente redução dos impulsos egoísticos que tão alto ressoam em nosso mundo interno. Como reikiana, costumo enviar também reiki a distância a todos que se encontrem necessitados!

Símbolos usados por Dona Didi, no CEIC.
A bênção do amor de Deus chega até nós, os irmãos do caminho, por meio da prece! Essa, além de nos fortalecer o coração, amplia nossa visão espiritual com relação aos problemas do mundo, dos homens, da sociedade e das provas remissivas com que a Justiça Equânime nos reconduz ao Pai, pelas luminosas vias do progresso e da felicidade.