quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

REENCARNAÇÃO




Fabia e eu, 29.01.15.
Muitas universidades internacionais, legítimas referências da ciência, já possuem grupos de pesquisa sobre este importante tema. Seguramente chegará o dia em que a reencarnação também constará daquela lista progressiva de assuntos comuns. Aprendi com meus pais - Didi e José Araújo - a refletir sobre esta questão e desde os sete anos tenho convicção sobre a pluralidade das existências.
É preciso esclarecer que a preexistência humana não tem sido componente de ilusão de pesquisadores ou religiosos, mas é uma das convicções mais antigas da História. Aliás, sabe-se que um papiro egípcio de 5000 A.C. já a menciona. Outro, mais recente, batizado de “Papiro Anana” (1320 A.C.), expõe: “O homem retorna
Otavio, eu e Divina, 2014.
à vida várias vezes, mas não se recorda de suas pretéritas existências, exceto algumas vezes em sonho. No fim, todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas.”
Na Grécia clássica, Pitágoras (580 a 496 A.C.), já divulgava a palingenesia (reencarnação). No diálogo Phedon, Platão cita Sócrates (469 a 399 acc.): “É. certo que há um retorno à vida, que os vivos nascem dos mortos”. Esta mesma certeza consta da maioria das religiões antigas, como o Hinduísmo, Budismo, Druidismo, entre outras.
A reencarnação está assinalada na Bíblia, vejamos: Jeremias (1:4-5): “Foi-me dirigida a palavra do Senhor nestes termos: Antes que eu te formasse no ventre de tua
Dona Didi, 1968,
mãe, te conheci; e, antes que tu saísses do seu seio, te santifiquei e te estabeleci profeta entre as nações”. Ou, no Novo Testamento: “Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram.” (…) “Então os discípulos compreenderam que (Cristo) lhes tinha falado de João Batista”. Até o quinto século o Cristianismo admitia a reencarnação!
A hipótese de que tenhamos uma única vida é inteiramente incompatível com a admirável perfeição existente em todo o universo conhecido. A insustentável ideia de que “aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo” nem merece comentários adicionais. A concepção de que, após a morte do corpo físico, nossas individualidades se percam em um
Bisnetos D. Didi- Heitor e Ana Beatriz
enigmático NADA é, certamente, risível, pois o grande jargão científico estabelece que na vida “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Portanto, se temos tantas evidências a favor da reencarnação, é apenas questão de tempo para que todos aceitem esta tese. Afinal, a situação reflete a simples opinião dos acadêmicos que endeusam a densa matéria e de alguns obscuros e decrépitos teólogos. Todavia, queiram ou não queiram, gostem ou não gostem os
Dona Thalizia e Ricardo.
descrentes e ignorantes, daqui a alguns anos, ouviremos a Academia de Ciência declarar esta admirável comprovação como, há dois mil anos, Jesus informou a Nicodemos: “É necessário nascer de novo”.

sábado, 1 de novembro de 2014

DIA DE FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA


Adevaldes Pereira e Luciana Araujo
Todos os anos, na época em que se aproxima o Dia de Finados, muitas pessoas questionam os espíritas, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério? O Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária. Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faz aquilo que sua consciência permitir ou determinar. 
Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial. Considera com muita
Didi, Sonia, Air e Leonardo
propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam. Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.
Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos. Ninguém morre. Deus não tem nenhum filho(a) morto(a). Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.
Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.
Relógio na Av. Goiás
Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo, se tiverem recém-desencarnados. A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo. 
Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles. 
José e Geraldina Araujo, 1940
Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado. Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.
Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados? Não! Muitos deles, demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos. Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles veem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.
Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.
Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.
Médiuns do CEIC, 2011
Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento? Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.
Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.
Uma pergunta para encerrar nossa reflexão. Quando você partir desse mundo, onde você gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?
Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.

O autor deste texto - Ismael  da Silva Santos - é da cidade Guaxupé, estado de Minas Gerais. De berço espírita, aposentado em escola particular, ex-vereador de São José do Rio Pardo - SP, é palestrante motivacional, capacitador de cursos e treinamentos em Vendas, Oratória, Liderança, dentre outros. Como expositor espírita atua há vinte e seis anos e tem dado expressivo destaque no campo do relacionamento humano. Seus trabalhos tornaram-se muito apreciados, pois são bem humorados, recheados de alegria e exemplos práticos do cotidiano, motivando, desta forma,  grandes públicos a aproveitarem bem a existência física atual. É autor de dois livros: Vencendo Dificuldades de Relacionamento e Um Perfume Inesquecível (romance do Espírito Otília). Está lançando Coração Mineiro – Uma Reencarnação em Busca da Humildade (também um romance do Espírito Otília).


sábado, 27 de setembro de 2014

UM OBSESSOR NO CENTRO ESPÍRITA


Dona Didi, 1989.
Num centro espírita famoso e muito frequentado, senhor Raimundo estava iniciando os trabalhos de desobsessão. Seu Raimundo, como bom doutrinador espírita há mais de 30 anos, fez uma prece de abertura e pediu a Jesus que ajudasse a libertar todos os irmãos que viessem a sala de desobsessão do sofrimento que atravessavam.
Raimundo viu o médium incorporar um espírito que dizia estar no umbral, sofrendo muito por conta da raiva e mágoa que sentia de um desafeto. Senhor Raimundo iniciou então os procedimentos da desobsessão clássica e disse que o espírito deveria perdoar o desafeto, pois a lei do amor é a nossa salvação.
O espírito incorporado, com olhar penetrante, disse:
- E porque devo confiar em você?
- Ora meu irmãozinho – disse Seu Raimundo – Estamos aqui num centro espírita, onde os ensinamentos de Jesus são praticados. Nós aqui ajudamos todos os espíritos sofredores e necessitados.
Angelo, Lu, Clélia, Lei e Regina
- E você também ajuda a si mesmo, ou só pensa em ajudar os outros? Perguntou o espírito. Seu Raimundo ficou surpreso com pergunta, mas como doutrinador experiente sabia que não podia cair nas artimanhas dos obsessores, e disse:
- Irmão… não estamos aqui para falar de mim. Você está no umbral e precisa de ajuda. Você não quer sair do umbral?
- Sim, eu quero. – disse o obsessor – Eu só fico me perguntando como existem tantas pessoas vivendo no nível ou no estado umbralino e não percebem, mesmo estando encarnados. Pois afinal, como o senhor mesmo ensina em suas palestras aqui no centro, o umbral é um estado de consciência e não um lugar ou espaço físico.
Otávio e avó Didi, 95.
Alguns espíritos vivem no umbral porque não conseguem se desprender da raiva e mágoa que sentem de um desafeto. Mas o senhor, seu Raimundo, perdoa todas as pessoas? Não sente também raiva e mágoa de alguém?
Senhor Raimundo estava ficando irritado com o obsessor. Estava pensando numa resposta, mas o espírito completou:
- Não é verdade que o senhor também sente raiva e mágoa da sua ex-esposa, que te traiu com um dos seus amigos há aproximadamente 10 anos? Não é verdade que até hoje você não consegue perdoa-los?
Senhor Raimundo ficou assustado com aquelas colocações. “Como o espírito poderia saber disso?” pensou. Começou a sentir raiva do obsessor, e não muito confiante, disse:
- Não vou entrar na sua cilada. Você como obsessor experiente deve atacar as pessoas em seus pontos fracos. Portanto, saiba que…
- Eu sou um obsessor, senhor Raimundo? – perguntou o espírito interrompendo
Júnior e Terezinha.
seu Raimundo. – Eu me pergunto se todos nós não somos um pouco obsessores das pessoas que dizemos amar, mas que no fundo as tentamos controlar e ganhar seu afeto a força. Não é verdade que você tem sido quase um obsessor da sua filha adolescente? Quantas vezes por dia você liga pra ela perguntando onde ela está? Quantas vezes você proibiu os namoros dela? Quantas vezes você tolheu a liberdade da sua menina por conta dos próprios medos e incertezas que guarda em seu íntimo? Você pode estar sendo um grande obsessor encarnado dela e nem perceber…
Seu Raimundo ficou atônito com aquelas revelações. Aquele espírito parecia saber tudo a seu respeito, e estava ali desnudando seus defeitos um a um. Seu Raimundo ainda não queria dar o braço a torcer e ficou com mais raiva.
Bisneto Fred e eu.
Resolveu fazer uma oração, dizendo:
- Senhor Jesus, peço que sua equipe conduza esse irmãozinho perturbado a um local de tratamento no plano espiritual. O espírito disse:
- Por que me chamas de irmãozinho, se nesse momento você quer, na verdade, pular no meu pescoço? De que adianta fazer uma oração a Jesus com toda essa raiva que quase transborda de você? Não, Jesus não vai te atender nesse momento… Você precisa, Seu Raimundo, parar de fugir dos seus problemas e emoções, olhar para as impurezas do seu ser, e parar de achar que é o outro sempre o sofredor e você é o “salvador”. Na verdade, todos nós precisamos de ajuda, todos somos sofredores em maior ou menor grau. E orientar o outro a praticar aquilo que nós mesmos não realizamos em nossa vida é, nada mais nada menos, do que hipocrisia. É da hipocrisia que o ser humano precisa se libertar… Ensinar aquilo que pratica, ou apenas praticar, sem precisar orientar os outros a fazer aquilo que nós mesmos não
Baixo, Fábia, Divina, eu e Lei, 2013.
fazemos. Quando se vive a vida espiritual, nem precisamos ficar ensinando-a a outros, nossos atos já demonstram os princípios que desejamos transmitir…
Seu Raimundo sentiu uma imensa vontade de chorar e desabou em prantos… O espírito incorporado veio falar com ele. Colocou as mãos em seu ombro e disse:
- Calma meu irmão. Você precisava dessa terapia de choque para poder enxergar a si mesmo e parar de ver os defeitos apenas nos outros. Precisava também parar de se ver como o “salvador” e os outros como “sofredores”, pois isso nada mais é do que uma forma de orgulho e soberba; é uma forma de se sentir superior e de ver os
Neta, Fábia, 2013.
outros como inferiores. Chore, coloque tudo isso que você sente para fora, faça uma revisão desses pontos que eu te apresentei, e a partir de agora você poderá se tornar um verdadeiro ser humano, renovado, e pronto para ajudar ao próximo, realizando a verdadeira caridade… E dessa vez, sem hipocrisia.
Seu Raimundo, após alguns minutos de choro intenso, olhou para o espírito e perguntou:
- Quem é você?
O espírito olhou para seu Raimundo com todo o amor e carinho e disse:
- Meu filho, você não pediu a Jesus, em sua prece de abertura dos
Elvira, Elzinha, Tan, Carol e Manuela.
trabalhos, que libertasse os espíritos dessa sala do sofrimento? Então meu filho, Jesus me pediu que viesse aqui e mostrasse tudo isso a você, para que você pudesse ver a si mesmo, saísse do “umbral” de sua mente, e se libertasse de tudo aquilo que te causa sofrimento. Sou um enviado de Jesus, e a partir de agora, você será um novo homem…
Seu Raimundo chorou ainda mais. Agradeceu imensamente a Deus e a Jesus aquela sagrada lição de autoconhecimento… Depois desse episódio, tornou-se uma pessoa muito melhor…
Autor: Hugo Lapa

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

TÃO BELO QUANTO O PÔR DO SOL



Dona Didi e neto Otavio, 95.
A proposta de Carl Rogers para se estabelecer a relação de ajuda é a de que existam três condições para a chamada Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). a) autenticidade, congruência ou transparência; b) aceitação incondicional do outro, independente de virtudes e defeitos que a pessoa possua; c) compreensão empática ou capacidade de se  colocar no lugar da outra pessoa, percebendo os seus sentimentos, quando  ela está se expressando.
Na primeira condição a pessoa busca exprimir os sentimentos genuínos, sejam eles positivos ou negativos, sem disfarces ou máscaras, para que haja espaço de confiança.
Na segunda, que não é fácil para o ser humano, a proposta é de aceitar o outro como ele é, independente de suas características,
Filho e nora de Dona Didi, 2014.
visando ao crescimento da pessoa e da relação.
E, na terceira condição, é preciso haver um ouvido ativo, atento, interessado, para que o outro se sinta compreendido e tenha melhor possibilidade de crescimento, o que não significa ter de concordar com a outra pessoa.
É um processo muito difícil, mas a pessoa que detiver ao menos duas dessas capacidades tende a ter mais chance de sucesso nas relações em qualquer campo de atuação. No atendimento voluntário que realizamos no CVV, o ouvido atento é o mais poderoso instrumento para o sucesso que nosso diálogo compreensivo.
Em Um jeito de ser (1983, p. 14), uma parte do que ele diz, no capítulo Experiências em Comunicação, parece traduzir bem a essência da Abordagem Centrada na Pessoa:                                                                                                      
Fábia, neta de Dona Didi.
[...] Um dos sentimentos mais gratificantes que conheço - e também um dos que mais oferecem possibilidade de crescimento para a outra pessoa - advém do fato de eu apreciar essa pessoa do mesmo modo como aprecio o pôr do sol. As pessoas são tão belas quanto um pôr do sol quando as deixamos ser. De fato, talvez possamos apreciar um pôr do sol justamente pelo fato de não o podermos controlar. Quando olho para o pôr do sol, como fiz numa tarde destas, não me ponho a dizer: "Diminua um pouco o tom do laranja no canto direito, ponha um pouco mais de vermelho púrpura na base e use um pouco de rosa naquela nuvem". Não faço isso. Não tento controlar um pôr do sol. Olho com admiração sua evolução. Gosto mais de mim quando consigo contemplar assim um membro da minha equipe, ou meu filho, minha filha, meus netos. [...].
Aleixo, Regina e Celina, 2014.
Este é um dos mais belos textos de Carl Rogers. Experimentemos olhar o ser humano como se olha e aprecia um pôr do sol! Não é fácil, dada a nossa tendência a projetar o outro de acordo com nossas referências, percepções do ideal, enfim, nossas expectativas...

ROGERS, C. Um Jeito de Ser; tradução de Maria Cristina Machado Kupfer, Heloisa Lebrão e Yvone Souza Patto. São Paulo: EPU, 1983.
ROGERS, C. Tornar-se Pessoa; tradução de Manuel José do Carmo Ferreira. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

domingo, 17 de agosto de 2014

EVIDÊNCIAS DA REENCARNAÇÃO

A reencarnação se impõe naturalmente pela força de suas evidências e pela clareza das explicações. O ser humano pode retornar à Terra para refazer aquilo que não conseguiu completar numa vida.
Existem nove evidências principais, tais como foram assinaladas pelos maiores pesquisadores da área, as quais julgamos por bem resumi-las aqui:
1) Doenças e sintomas congênitos: Como explicar pessoas que nasceram com doenças ou sintomas congênitos e aliar isso a justiça divina? Essas são doenças e fatores congênitos, ou seja, nascidos com a pessoa, que causam uma série de transtornos ao longo de sua vida. Por que algumas pessoas nascem com uma doença congênita e outras nascem sadias? Qual seria a lógica que cria a doença em pessoas logo no seu nascimento? Esse mecanismo da formação de doenças, malformações e sintomas congênitos é perfeitamente explicado pela reencarnação e pela lei do karma. Muitos indivíduos nascem com uma patologia de nascença em consequência de suas ações, traumas e escolhas em vidas passadas. São provações que o espírito precisa atravessar para aprender e se desenvolver espiritualmente.
2) Sonhos repetidos: Os sonhos repetidos são resquícios de vidas passadas que brotam à consciência quando a mente objetiva em estado de vigília se retira e a consciência fica mais livre para percorrer todos os seus arquivos espirituais. Os sonhos repetidos podem revelar situações e experiências de vidas passadas. As características desses sonhos são a vivacidade da experiência, a sucessão ordenada e coerente de acontecimentos, cenas de fatos de tempos históricos antigos e as relações íntimas entre o conteúdo do sonho e as situações da vida atual (o sonho explica muitas coisas que vivemos hoje, se encaixa muito bem na trama de nossa vida atual). Sonhos com emoções fortes, que geram medo, apego, saudade ou outro sentimento forte também podem ser reminiscências de vidas passadas.
3) A genialidade, os meninos prodígio e as vocações: Crianças superdotadas que manifestam desde cedo uma incrível facilidade de aprendizado, inteligência e dons incomuns, sem o aprendizado e o desenvolvimento comumente necessário. De onde viriam certas ideias inatas, certos talentos, algumas aptidões e habilidades senão de lembranças que o espírito guardou de outras existências corporais? Algumas vocações precoces que são observadas em crianças em tenra idade, devem ter vindo, provavelmente, de um desenvolvimento anterior prévio, realizado e muito bem assentado em outras encarnações, quando a alma teve tempo de treinar exaustivamente e de desenvolver-se em algum campo da instrumentalidade do conhecimento humano.
4) Marcas de nascença: É comum encontrar marcas de nascimento em crianças ou adultos e estabelecer uma relação com uma vida passada. De onde viriam certas marcas se não houvesse uma base orgânica, genética e hereditária que justificasse seu aparecimento? Muitos estigmas, como sinais, manchas, vermelhidão, etc, só podem ser explicados satisfatoriamente com a hipótese da reencarnação. As marcas de nascença são sinais que frequentemente revelam as situações vividas por alguém numa encarnação passada.
5) Traumas, fobias e outros sintomas psíquicos sem causa aparente: Esses são mais comuns do que se imagina. Muitos traumas, fobias ou outros sintomas não possuem uma explicação orgânica na vida atual. Que dizer de pessoas que sentem dores fortes no estômago, sem que nenhuma anomalia seja verificada após exames médicos? Que dizer de medos inexplicáveis, ou traumas sem causa aparente na vida atual? Qual a explicação de fobias que chegam a atrapalhar consideravelmente a vida de alguém, como por exemplo a fobia social em indivíduos que nunca passaram por situações traumáticas graves, vexatórias e humilhantes? Qual seria a origem, por exemplo, de um medo terrível de cobras em pessoas que nunca passaram por qualquer trauma com esse animal? Muitos sintomas físicos e psíquicos não são explicáveis pela etiologia médica convencional e, muitas vezes, têm sua origem em circunstâncias que somente são encontradas se voltarmos nossos olhares a um período anterior ao nascimento, em nossas vidas passadas.
6) Afinidades e antipatias não explicadas: Pessoas que mal se conhecem, ou que acabaram de iniciar uma relação, expressam simpatias ou antipatias gratuitas, sem nenhuma causa concreta e verificável, sem que uma delas não tenha feito ou dito qualquer coisa hostil a outra. Por outro lado, que dizer dos casos do famoso “amor à primeira vista”? Ou da sensação extremamente comum de quando parece que conhecemos uma pessoa há muito tempo, mesmo tendo a conhecido há alguns dias? Ou da repulsa involuntária que sentimos por alguém? Ou mesmo dos sintomas físicos como taquicardia, sudorese, sufocamento, e outros sintomas quando certas pessoas se aproximam de nós? Algumas dessas reações podem ser explicadas dentro de um padrão de similaridade de comportamentos e ideias, ou da afinidade de energias emanadas pelas pessoas, mas em outras situações podem vir de afetos ou desafetos provocados por experiências pretéritas de vidas passadas.
7) Recordação de vidas passadas em crianças: Muitas crianças se recordam com facilidade e naturalidade de suas vidas passadas. Há todo um estudo relacionado a reencarnação em crianças. Durante as últimas quatro décadas, pesquisadores como Ian Stevenson, Hemendra Banerjee, Jim Tucker, Hermínio Miranda e outros, coletaram dados de milhares de casos que sugerem a existência de memórias espontâneas de vidas passadas em crianças. Como crianças que não possuem nenhuma crença em vidas passadas, e que nem mesmo seus pais acreditam em outras existências poderiam relatar vidas de adultos, com situações complexas, e depois terem muitos esses dados confirmados?
8) Recordação espontânea de vidas passadas: (ver Lembranças de Vidas Passadas no site do autor).
9) O testemunho de sábios e videntes: Edgar Cayce é, provavelmente, um dos maiores ou mesmo o maior vidente do mundo contemporâneo. Ele revelou uma quantidade de material imensa sobre vidas passadas de milhares de pessoas ao longo de muitos anos. As visões de Cayce puderam lançar nova luz sobre a natureza da lei de causa e efeito e da reencarnação, ajudando pesquisadores do mundo inteiro a entenderem melhor esse fenômeno. Cayce era capaz de entrar em estados de consciência elevados e ver claramente as vidas passadas de outras pessoas, além de fazer diagnósticos médicos e prescrever seus respectivos tratamentos. Outro exemplo é Joan Grant, uma romancista e terapeuta de regressão que consegue captar psiquicamente suas vidas passadas e as vidas passadas de outras pessoas. Ela atribui sua capacidade ao desenvolvimento realizado na época do antigo Egito, quando participou de exercícios psicoespirituais e despertou sua sensibilidade. Além de Edgar Cayce e Joan Grant, muitos videntes e místicos podem revelar as vidas passadas de outras pessoas e trazer esclarecimento sobre o processo do nascimento e morte, assim como as leis envolvidas. Autor: Hugo Lapa

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A AÇÃO DA PRECE

Não resta dúvida de que, como nos ensinou a mediunidade de nosso saudoso Chico, a enxada que não trabalha enferruja. Não resta dúvida, tampouco, que, em um país como o Brasil, em que a Doutrina Espírita está tão bem divulgada, onde existem tantas Casas Espíritas e tantas obras de caridade, onde há tantos desencantados e doentes do corpo e da alma, não faltam oportunidades de auxílio aos necessitados, encarnados e desencarnados. Só não se envolve em atividades mediúnicas em nosso país quem não quer, é mal informado ou desconhece o fator mediúnico em nossas vidas, a mediunidade como ela realmente é.
Entretanto, situação bem diversa se dá em certos países ditos “de primeiro mundo”. Minha experiência em websites espiritualistas estrangeiros deu-me a oportunidade de travar contato com inúmeros médiuns perturbados habitando em países onde a mediunidade deles é incompreendida e as oportunidades de auxílio que abundam no Brasil simplesmente inexistem. Em tais países desenvolvidos não existe pobreza material, a religião existente é dogmática e estagnada e ensinamentos esotéricos desencontrados são misturados de modo comercial e confuso, em um quadro de desamparo e desalento para tais médiuns sofredores, isolados em seus conflitos e simplesmente dados como loucos ou perturbados.
Como a Justiça Divina é perfeita, não há como supor que alguém reencarne com mediunidade em tal situação sem ter como utilizá-la com bom proveito. Desse modo, parece-me evidente que a mediunidade possa ser exercida qualitativamente a contento e em intensidade satisfatória não só em atividades tradicionalmente entendidas como mediúnicas, mas, também e, até mesmo principalmente, nas simples atividades do dia-a-dia.
Logo, um abraço amoroso pode ser uma atividade mediúnica inconsciente. Por que razão um Espírito bom não aproveitaria tal oportunidade para beneficiar a pessoa abraçada, utilizando-se do agente do abraço como médium? Uma prece, um pensamento carinhoso, um aperto de mão, um olhar compassivo, são tantas as formas naturais de passe que podemos dar no dia-a-dia, com o concurso de nossos mentores e guias, em um inequívoco uso de nossa mediunidade. Quando a mãe passa a mão suavemente no cabelo de seu querido filho ou filha, não poderá ela estar usando sua mediunidade e dando um passe, apesar de inconsciente de tal fato?
Não estou sendo meramente teórico em minhas considerações. Observo e sinto em meu dia-a-dia que estou utilizando minha mediunidade a todo o instante. Sim, é verdade, conheço a Doutrina Espírita e isso me permite estar consciente do que faço. No entanto, que diferença faz? Um médium inconsciente pode ser muito eficiente como agente de cura em um abraço dado em uma pessoa doente na casa deste último. Basta, para tanto, que, ao dar esse abraço, ele esteja em sintonia com os bons Espíritos e que encha seu coração de amor pela pessoa a quem abraça.
Concluindo minhas observações, quero dizer que é nessa linha que sempre procurei orientar os médiuns perturbados que escreviam nos websites espiritualistas estrangeiros que freqüentava. Dizia a eles que se esforçassem por ser pessoas melhores, um dia após o outro. Que aprendessem a olhar para todos à sua volta como irmãos e irmãs. Que, se lhes fosse difícil perdoar a quem os ofendesse, que, pelo menos, por eles não alimentassem rancor, procurando esquecer as ofensas recebidas; que orassem por todos à sua volta; que valorizassem os apertos de mão, os abraços, os olhares, e projetassem amor em tais comportamentos, de outra forma constituídos de simples formalidades sociais. Dizia, finalmente, que procurassem aquele parente ou conhecido velho e doente e os visitassem, conversassem com ele, lhe trouxessem alento com sua simples presença.
É isso que queria dizer. Costumo ler muitas vezes orientações de como usar a mediunidade que se aplicam somente no Brasil ou, no máximo, em alguns poucos lugares do planeta. Gostaria que os irmãos e irmãs explorassem mais outras situações, mesmo porque, nada nos garante que venhamos a ter nossa próxima reencarnação neste querido País. Que tal, então, começarmos desde agora a praticar?
O Movimento Espírita pode estar muito mais amplo e divulgado no Brasil que em outras partes do mundo, mas a Doutrina Espírita é para toda a humanidade, neste planeta e em outros mais. É mister, portanto, que saibamos praticar os ensinamentos do Mestre, explicados com tanta clareza pelo Espiritismo, estejamos onde estejamos, quer conheçamos a Codificação de forma explícita, pela sua leitura e estudo na vida atual, quer de forma intuitiva, pelas lembranças de estudos sérios que tenhamos feito nas vidas que passaram.

Texto de João Demétrio Loricchio - RIE
Publicado no site do C.E. Caminhos da Luz